Diga não aos Transgênicos no Programa troca-troca de sementes do RS

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Novamente entra em debate no conselho de administração do Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento dos Pequenos Estabelecimentos Rurais (Feaper/RS) a inclusão de sementes transgênicas no Programa Troca – Troca de Sementes de Milho do RS. A reunião acontecerá hoje, 23/04, às 13:30. Ainda dá tempo de repercurtir nas redes sociais e/ou ir até o local da reunião (Avenida Praia de Belas, 1768 em Porto Alegre).

Tal proposta é uma desculpa esfarrapada de que a disponibilidade de sementes não transgênicas não seria suficiente, e que o programa poderia dar acesso a sementes “mais produtivas” a custo baixo. O programa, desenvolvido pela Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR) do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, tem por objetivo facilitar a formação das lavouras dos pequenos produtores.

Infelizmente a conjuntura atual, não é mais a de 2012, quando foi possível suspender a inclusão dos transgênicos  e manter-se o Milho Crioulo no programa troca-troca gaúcho.

Notícias recentes evidenciam que lavouras cultivadas com as variedades de milho com tecnologia Bt (geneticamente modificado), assim como áreas cultivadas com soja transgênica, foram atacadas severamente por lagartas na safra atual, incluindo a lagarta-do-cartucho que, teoricamente, deveria ser controlada por tal biotecnologia. Em apenas duas safras a lagarta desenvolveu resistência a essa tecnologia.

Além disso, pela primeira vez na história foi realizado um estudo completo e de longo prazo para avaliar o efeito que um transgênico e um agrotóxico podem provocar sobre a saúde pública. O transgênico testado foi o milho NK603, tolerante à aplicação do herbicida Roundup (característica presente em mais de 80% dos transgênicos alimentícios plantados no mundo), e o agrotóxico avaliado foi o próprio Roundup, o herbicida mais utilizado no planeta – ambos de propriedade da Monsanto. O milho em questão foi autorizado no Brasil em 2008 e está amplamente disseminado nas lavouras e alimentos industrializados, e o Roundup é também largamente utilizado em lavouras brasileiras, sobretudo as transgênicas.

Sendo assim, como aceitar que um programa de política pública estatal estimule oficialmente o cultivo de milho transgênico, aportando significativamente recursos financeiros para tal? Que interesse público é esse?

Fica o questionamento feito por Marília Gonçalves do Assentamento Tamoios em Herval-RS: Troca-troca de que? Troca de liberdade de plantio por algemas da Bayer? Troca de produção barata por pesos de agroquímicos? Troca de culturas originárias por cânceres europeus?”

As sementes devem ser livres! A soberania e a segurança alimentar deve prevalecer!

Mais Milho Criolo, mais biodiversidade;  menos milho transgênico, menos multinacionais!

fonte: http://ongcea.eco.br/?p=39414 em 23/04/2013 bom fim – porto alegre – rs – brasil às 12:32 p.m.

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3 pensamentos sobre “Diga não aos Transgênicos no Programa troca-troca de sementes do RS

  1. Uma variedade de arroz transgênico foi comprovada na Europa que é causador de câncer. Lá está proibido. Ainda nos países Europeus, o consumo de transgênicos fica em torno de 2% (pode ser que tenha dados mais atualizados), mas não é bem aceito pela população. Particularmente, presenciei uma mulher espanhola que me pediu uma informação em uma farmácia uma vez, sobre aqueles cereais em latas para crianças. Ela perguntou se era transgênico porque lá na Espanha ela não se alimentava de transgênicos o mesmo não aceitava. Eu disse a realidade no Brasil: Aqui deve conter o símbolo de transgênicos, entretanto, a maioria dos produtos não possui esta informação. Para saber se é transgênico ou não eu recomendo que visite o site do Grrenpeace e lá há uma tabela de produtos, marcas e empresas com transgênicos.
    Enfim, aquele alimento que ela questionou sobre sua procedência era transgênico, mas não tinha o símbolo devido. Sabia disso nela no momento, porque eu já era informado sobre aquilo.

    • As sistemáticas estão se criando. temos que demandar, exigir. As pressões são sociais, de custo e legais para que as empresas se adequem. Neste meio tempo divulgo os que sei que são orgânicos. E o Volkmann (arroz Volkmann) é de um produtor de Pelotas que preside as comitivas no Brasil e na China contra transgênicos. Se esse cara não existisse eu diria que a nossa produção de arroz estaria tão comprometida quantoa da soja já está.
      ainda bem que existem pessoas como ele, como tu e como eu.
      hey ho, let´s go!

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