Reuniões sobre resíduos são constantes no início da implementação da PNRS


floripa

Há poucos dias, tive  a oportunidade de participar (o autor), em Florianópolis, de um seminário nacional para debater as questões que envolvem a implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Foi uma ação da nossa Câmara Temática de Resíduos Sólidos, com apoio da seção estadual de Santa Catarina, que clareou substancialmente as discussões desse tema.
Deu para perceber, ao final dos debates, que foi um passo à frente que a ABES deu nesse rumo, foi um salto de qualidade em direção à definição das responsabilidades de cada um para o sucesso dessa política, que todos apoiamos. Discutimos o papel dos municípios, dos estados e da União. Avançamos também no questionamento à necessária adequação do setor industrial a um novo cenário que se anuncia.
A União cumpriu parte importante das responsabilidades, ao fazer diagnósticos e construir uma primeira versão do Plano. Desde então, vem promovendo a implantação da logística reversa, um dos pontos em que o avanço é lento, já que depende dos acordos setoriais com cada setor da indústria. Deve responder, no entanto, de que forma ajudará técnica e financeiramente. Afinal de contas, os planos municipais caminham muito lentamente. Menos de 20% dos mais de 5 mil municípios já entregaram seus planos.
Nem todos alcançam as dimensões inteiras da questão, a necessidade de avanços tecnológicos e investimentos na redução do problema e o aproveitamento máximo dos resíduos, entre outros aspectos. É preciso aumentar o percentual de reciclagem para reduzir o volume dos resíduos, mas também existe a questão dos catadores, para os quais é preciso construir saídas com enfoque social.
Os municípios enfrentam, também, o que talvez seja a maior de todas as dificuldades, especialmente para os pequenos, que é a de eliminar os lixões até agosto de 2014. Já se viu que a solução para os pequenos municípios é o consorciamento, mas a congregação de vários municípios com esse objetivo coloca dificuldades institucionais maiores até que a de escassez de recursos.
A caminhada à frente é bem longa, depende da articulação de diferentes vontades e esforços. A ABES está determinada a auxiliar nesse processo, e saúda o empenho de seus sócios em promover a reflexão sobre as singularidades das diferentes regiões e municípios do Brasil, bem como o debate sobre tecnologias e formas de gestão.
Eventos como esse constituem saudável exemplo de colaboração entre Câmara Temática e Seção Estadual, que a apoiou, devendo seu sucesso ser creditado à ação articulada da Câmara, da Seção e dos servidores da Direção Nacional.
Vamos para Goiânia em setembro sedimentar o que está claro e iluminar o que ainda resta de obscuridade nessa questão gravíssima da coleta e da destinação dos resíduos sólidos no Brasil. Avançamos em Florianópolis, o que é saudável para o setor.

Dante Ragazzi Pauli

fonte: http://www.abes-dn.org.br/publicacoes/abesinfor/ABESInforma328.pdf em 24/05/2013 desde o BomFim – Porto Alegre – RS – Brasil às 17:50 hs

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