NOVA ECONOMIA: QUEM VAI PROSPERAR?

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Nas próximas décadas, muitas grandes corporações terão se tornado obsoletas, enquanto empresas de menor porte florescerão. Quem aliar retorno financeiro, bem-estar e menor pressão sobre o planeta estará à frente dessa transição

Vivemos uma intensa transformação na sociedade, com reflexos profundos na economia. Ao mesmo tempo que a globalização e as novas tecnologias ampliam o universo de cidadãos, consumidores e empresas, tornam-se também mais evidentes os impactos sobre os limites planetários e a premência da inclusão social. O enfrentamento desses desafios marcará as próximas décadas e definirá um novo cenário no mundo dos negócios, com grandes oportunidades para empresas inovadoras sintonizadas com as demandas que emergem e as novas possibilidades para atendê-las. Nos próximos anos, várias grandes corporações da atualidade terão se tornado obsoletas, enquanto empresas que hoje engatinham florescerão.

Quem vai perecer e quem vai prosperar no caminho para a nova economia? Essa é a pergunta de 1 zilhão de dólares, para cuja resposta podem contribuir os 12 anos de conhecimentos produzidos no Centro de Estudos em Sustentabilidade da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getulio Vargas (FGVces), combinados à vasta experiência do ecossistema da inovação articulado no Brasil.

Inovação – não só em produtos e serviços, mas também em modelos de negócios, processos e práticas de gestão, marketing – é claramente uma das chaves para o desafio, mas não a única. Além de criar e implementar propostas inovadoras, os negócios que se destacarão no século XXI serão aqueles capazes de ganhar escala rapidamente e, ao fazer isso, manter e ampliar sua sinergia com a sustentabilidade. Na nova economia, perdem espaço empresas que, ao crescer, aumentam problemas como escassez de recursos, superlotação das cidades, riscos à saúde, saturação da atmosfera e geração de resíduos. Vencerá quem for capaz de garantir retorno financeiro, ao mesmo tempo em que gera bem-estar e ajuda a diminuir a pressão sobre o planeta.

As grandes corporações da atualidade, lastreadas em sua capacidade de investimento e nos capitais acumulados, têm um importante papel nesse cenário. Não há dúvidas de que delas virão muitas inovações, cruciais para a nova economia. Entretanto, muitas dessas empresas buscam “administrar a inovação”, dado o seu porte e o fato de já terem alcançado o sucesso e se estabelecido no mercado. Preocupadas em maximizar o retorno ou a segurança dos seus ativos atuais, algumas grandes empresas tentam dosar a criação e a implementação de novas soluções, centrando nas chamadas inovações incrementais, o que pode acabar por retardar seu próprio processo de renovação e o avanço da nova economia.

Em meio a essa situação, uma miopia comum é a aposta de grandes empresas em melhorias que, mesmo importantes e necessárias, revelam-se pouco transformadoras, e mesmo superficiais ou paliativas. Não há nada errado em tornar menos poluente um produto de sucesso, ou mais produtivas as operações de um negócio tradicional, é claro. Mas não é isso que definirá as gigantes do futuro próximo.

É nas pequenas empresas que surgirão muitas das chamadas inovações disruptivas, atraindo o interesse de investidores, apoiadores e empreendedores. O que ainda tem sido subestimado, porém, é o papel crucial do fator que destacamos no início deste artigo: a sinergia com a sustentabilidade.

Para aliar-se à força transformadora da nova economia e se tornar realmente um sucesso, não basta um negócio ser inovador, ter potencial de escalabilidade e excelentes práticas de gestão (econômica, ambiental, social e de governança). É preciso, também, criar e cultivar uma relação de benefício recíproco com o elemento central da nova economia: atender às demandas das pessoas e, ao mesmo tempo, produzir contribuições relevantes para aliviar a pressão sobre os sistemas sociais e naturais. Isto sim é ter sustentabilidade no DNA!

Ao lançar o Guia de Inovação para Sustentabilidade em Micros e Pequenas Empresas, do FGVces/Página22, acreditamos contribuir para a aceleração da nova economia, compartilhando valiosas experiências e oferecendo aos empreendedores selecionados um atalho para o sucesso, em benefício de todos.

* Vice-coordenador do FGVces

** Coordenador do Programa Desempenho e Transparência do FGVces

fonte: http://www.pagina22.com.br/2015/11/09/nova-economia-quem-vai-prosperar/ em 24 nov 2015 ãs 10h 46 min a.m. Bom Fim Porto Alegre – Brasil, esperando Mabel. Marcha pelo Clima.

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