Por que é tão difícil despoluir a Lagoa Rodrigo de Freitas no RJ?

“Daqui a seis meses eu e você estaremos nadando na Lagoa” – a promessa é do bilionário Eike Batista, que está em 2013 estava gastando uma boa grana pra tentar despoluir a Lagoa. De 2008 até esta matéria, já foram investidos 15 milhões de reais no programa de despoluição. Essa quantia foi destinada para acabar com as ligações clandestinas de esgoto que caem das galerias pluviais.

Mas apesar de tanto esforço para tentar recuperar um dos pontos turísticos mais famosos da cidade, os desafios são grandes. E a razão é simples. As características geográficas do local tornam a lagoa um depósito de matéria orgânica e sedimentos trazidos pelos rios ou por ação da chuva nos morros. Sem contar os anos que não houveram nenhuma fiscalização do despejo de esgotos na Lagoa.

Para entender melhor sobre esses desafios, veja o infográfico abaixo:

 

publicado em 28 out 2012 às 08:00 e 31 out 2013 Às 08:00
Reposted 25/04/2016 – 15:05 – Bom Fim.

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Moradores de favela carioca Vidigal transformam depósito de lixo em parque ecológico e viram exemplo mundial

Parque ecológico no alto do Morro do Vidigal é premiado nos EUA

Criado por moradores da favela junto com um arquiteto formado em Harvard, Sitiê foi aberto onde antes era lixão

Veja algumas fotos:

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Parque será premiado sábado nos EUA (Foto: Fabio Motta/Estadão)

No princípio, era o lixo. Mais de 25 anos de detritos jogados ao ar livre no alto do morro do Vidigal, na zona sul do Rio. Para os moradores da favela, era natural abandonar ali sacolas com restos de comida, eletrodomésticos, móveis quebrados e até corpos de animais mortos. Para Mauro Quintanilla, vizinho do lixão, era deprimente e humilhante.

Da tristeza à reação, o músico, nascido no morro e então com 44 anos, contou com a ajuda de poucos amigos. Sob a zombaria de parentes, que não acreditavam ser possível reverter aquele cenário, eles se puseram a retirar com as próprias mãos o que a comunidade insistia em repor no dia seguinte.

Em 2010, 16 toneladas e cinco anos depois, a área estava limpa, pronta para ser batizada de Parque Ecológico Sitiê. Num espaço voltado à contemplação e ao lazer, foi criada uma horta da qual já saíram 700 quilos de legumes, verduras, temperos e frutas, doados à comunidade. “Não tivemos ajuda de governo. Minha família dizia que eu era maluco, mas acabamos atraindo voluntários, gente daqui e turistas estrangeiros. Depois consegui mudas do Jardim Botânico e fiz o paisagismo, tudo intuitivamente”, conta Quintanilla, cercado de flores.

Da via principal da favela, chega-se aos 8,5 mil metros quadrados do Sitiê passando por uma escada de 150 degraus feitos de pneus reciclados e unidos por entulho e cimento. No centro do parque foi erguida uma muralha de 386 pneus e 23 toneladas, que ajuda a conter a água das chuvas, temida por provocar deslizamentos de terra, e que foi pensada também para ser um ponto de encontro dos moradores e palco de atividades culturais.

Poucos metros adiante, num ponto que, no passado, serviu de rota de fuga para traficantes armados, está um mirante do qual se admira a mais bela vista das praias de Ipanema e do Leblon.

Mais do que uma atração numa zona carente de áreas de lazer, o Sitiê, por aliar engajamento popular e técnicas inovadoras, está atraindo olhares de fora. Já foi visitado por especialistas vindos de parques icônicos, como o Central Park e o Brooklyn Bridge Park, ambos em Nova York, que saíram entusiasmados.

A fama do Sitiê – junção da palavra sítio com o pássaro tiê, inventada por Quintanilla – não vem só do esforço pessoal de seus criadores. Deve-se muito à chegada à favela do arquiteto Pedro Henrique de Cristo. Em 2012, o jovem paraibano, aos 29 anos recém-pós-graduado na universidade de Harvard, uma das mais conceituadas do mundo, conheceu a iniciativa e se juntou a ela.

O encontro se deu durante a conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável Rio+20, e impactou o Vidigal, que ganharia um entusiasta e novo morador, a mulher do arquiteto, a norte-americana Caroline Shannon de Cristo, que também se mudou para a favela e passou a trabalhar no Sitiê, e a trajetória de Quintanilla e seus companheiros, cujo sonho se transformou em algo muito maior do que aquilo que vislumbraram.

No próximo fim de semana, o projeto será reconhecido em Detroit, nos Estados Unidos: receberá um dos mais respeitados prêmios de arquitetura, urbanismo e design do mundo, o SEED (Design socioeconômico e ambiental, na sigla em inglês), que valida iniciativas que combinam design arrojado e interesse público. Em Harvard, virou estudo de caso.

A área do Sitiê era um sítio na infância de Quintanilla, mas foi degradada conforme o morro, ocupado por barracos desde a década de 1940, se adensou. Hoje o Vidigal tem, pela contagem oficial, cerca de 12 mil habitantes.

Prestes a completar dez anos, a iniciativa ganha fôlego não só com a validação internacional, mas também com o projeto do Instituto Sitiê de Meio Ambiente, Artes e Tecnologia, que foi desenvolvido pelo escritório de Cristo, instalado em sua casa no Vidigal. O estúdio +D, que tem como slogan “design com propósito”, imaginou uma praça para convivência e prática de esportes, ligada ao Sitiê por meio de uma escadaria adaptada à topografia, um centro de inovação, com biblioteca e aulas de música e artes, e um restaurante, em que os clientes buscariam seus ingredientes na horta do parque. A ideia é que tudo fique pronto até 2016.

O casal Cristo e Mauro Quintanilla (Foto: Fabio Motta/Estadão)

O instituto seria todo pago com recursos privados – já existem investidores interessados. O projeto da praça pública, com área para prática de ioga e leitura e escorrega gigante para as crianças, já foi aprovado em conversas com a Prefeitura.

A empolgação é geral: “Design com função social tem que ser excelente. Eu poderia estar ganhando muito dinheiro num escritório, projetando hotéis com materiais luxuosos, mas qual seria o significado disso para o desenvolvimento da arquitetura? Não tenho a favela como fetiche, acredito que dela saem soluções inovadoras. Estar aqui foi a melhor coisa que já me aconteceu”, diz Cristo.

Não por acaso, ele se fixou no morro no ano da instalação da Unidade de Polícia Pacificadora, que acabou com o desfile de criminosos armados de fuzis pelas ruas e os tiroteios constantes, e, assim, fez crescer o número de novos empreendimentos, como bares e hostels, e o fluxo de turistas. A UPP já viu dias melhores, mas segue permitindo aos moradores projetos como este.

A ocupação dos espaços públicos, em especial pelas crianças, é um antídoto contra a violência, acredita o arquiteto, que sonha com o título de “primeira favela integrada e sustentável do mundo” para o Vidigal. “Se os moradores fossem ricos, isso queria seria Mônaco. Estamos do lado do metro quadrado mais caro do Brasil (o bairro do Leblon). Não tem por que não acreditar no potencial do Vidigal como hub (polo) de inovação”.

ROBERTA PENNAFORT

08 Abril 2015 | 16:48

fonte 1: http://brasil.estadao.com.br/blogs/estadao-rio/parque-ecologico-no-alto-do-morro-do-vidigal-e-premiado-nos-eua/

fonte 2: https://razoesparaacreditar.com/cultivar/moradores-de-favela-carioca-transformam-deposito-de-lixo-em-parque-ecologico-e-viram-exemplo-mundial/?utm_source=soclminer&utm_medium=soclshare&utm_campaign=soclshare_facebook

Resíduos capazes de flutuar são potenciais viajantes.

A VIAGEM DO LIXO

Resíduos capazes de flutuar são potenciais viajantes. Ao serem levados pelas águas, desaparecem de vista, mas permanecem no ambiente por um longo tempo, contaminando a fauna e flora. ora veja no infográfico.

Fonte: Planeta Sustentável

plastico no mar

plastico e tartarugas

fonte da foto da tartaruga pequena: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=550968598258936&set=a.480103312012132.106348.218580984831034&type=1&theater

FONTE DA FOTO DA TARTARUGA grande: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=477186835684097&set=a.248046831931433.57963.126470790755705&type=1&relevant_count=1

post originalmente publicado em 19 fevereiro 2013
republicad com alterações em 18 de abril de 2013 às 13:14 p.m. e 31 ago 2014 às 8h a.m. PORTO ALEGRE – RS – BRASIL

Mortandade de peixes na Lagoa Rodrigo de Freitas chega a 65 toneladas

Manchete do Instituto EcoFaxina em 15/03/2013 às 00:07 a.m. 

Em três dias, 65 toneladas de peixes mortos foram retirados da lagoa Rodrigo de Freitas, localizada em área nobre da zona sul do Rio de Janeiro. Somente na quarta-feira (13), foram recolhidas 33 toneladas pela Comlurb (Companhia de LimpezaUrbana), que para amenizar o mau cheiro está desodorizando a lagoa. Nos locais de onde os peixes são retirados, a empresa joga desodorante diluído em água de reuso, mesmo procedimento feito na limpeza de ruas após as feiras-livres.

14 de Março de 201310h19 • atualizado às 15h47

A Comlurb, empresa responsável pela limpeza pública do Rio de Janeiro, já retirou 65 toneladas e ainda está trabalhando para tirar os peixes mortos do espelho d’água da Lagoa Rodrigo de Freitas. Os índices de oxigênio na água, que chegaram a 4 ontem, caíram hoje com o tempo chuvoso na cidade e podem ter queda até mais acentuada, já que o sol não deve aparecer.

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O ambientalista Mário Moscatelli cobrou da secretaria municipal de meio ambiente ações preventivas quando os níveis de oxigênio tiverem em queda. “Pode se pensar numa forma de previnir um problema desses. Havia muito peixe vindo à superfície que poderia ser retirado ainda vivo e consumido. Tinha robalo de 4 kg. É uma tristeza muito grande e a secretaria me garantiu que vai haver um estudo sobre os motivos desta mortandade”, afirmou.

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A mortandade de peixes já é a segunda maior da história na lagoa. Em 2009, a prefeitura recolheu mais de 100 toneladas no maior desastre ambiental em um dos cartões postais do Rio de Janeiro.

De acordo com presidente da Comlurb, Carlos Vinicius de Sá Roriz, vai demorar pelo menos mais 24 horas para a empresa de limpeza urbana conseguir retirar todos os peixes mortos da Lagoa. “Tivemos que preparar um reforço da operação. Começamos com 60 pessoas, três barcos, caminhões, mas vimos que não estávamos dando conta. Aumentamos para 160 o número de agentes de limpeza trabalhando aqui. Agora a finalização do trabalho vai depender do fim da mortandade dos peixes, o que acredito que deve acontecer porque choveu pouco, vai haver uma maré alta agora à tarde e os técnicos da prefeitura vão mexer nas comportas do canal do Jardim de Alah para oxigenizar mais a água.”

 matéria por Giuliander Carpes     giuliandercarpes

fonte:http://noticias.terra.com.br/ciencia/sustentabilidade/,0467aa501096d310VgnVCM3000009acceb0aRCRD.html em 14/03/2013 às 22:13 p.m.

Leia também:
Porque é tão difícil despoluir a Lagoa de Freitas?

R7 Notícias atualiza informações sobre a mortandade de peixes na Lagoa Rodrigo de Freitas em 14/03/2013

Litoral do país perdeu 80% de recifes de corais em 50 anos, diz estudo

Estudo inédito realizado que monitorou a saúde dos recifes de corais aponta que nos últimos 50 anos o país perdeu cerca de 80% desse ecossistema devido à extração e à poluição doméstica e industrial.

O restante existente está ameaçado pelos efeitos da mudança climática.

O primeiro “Monitoramento de recifes de corais no Brasil”, executado de 2002 a 2010 pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), aponta os recifes que existem próximo a a grandes metrópoles do Nordeste, região onde se concentra esse ecossistema, são os mais prejudicados.

Os dados do estudo serão divulgados nesta segunda-feira (24) durante a sétima edição do Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação, realizado em Natal (RN) pela Fundação Grupo Boticário.

Coordenado pela professora Beatrice Padovani, do Departamento de oceanografia da UFPE, o monitoramento constatou a presença de recifes de corais desde a costa nordeste do Rio Grande do Norte até o Sul da Bahia, se espalhando por cerca de 2 mil km do litoral brasileiro.

Os recifes de corais no país são ecossistemas costeiros compostos por ao menos 18 espécies diferentes de corais, além de algas e peixes como garoupas, peixes-papagaio e peixes-cirurgião. Podem ser encontrados até cem metros de profundidade ou na costa de grandes cidades, como Recife (PE), Maceió (AL) e Salvador (BA).

Porém, constatar a presença de corais próximos às grandes capitais pode representar, em alguns casos, sua sentença de morte. Isso porque nessas regiões os recifes sofrem com o lançamento de esgoto não tratado direto no mar ou com a remoção ilegal de organismos.

“Os danos são causados por impactos de origem terrestre como a poluição doméstica, industrial e da agricultura, o aumento da sedimentação (envio de terra para o fundo do mar) causado pelo desmatamento da Mata Atlântica e dos mangues, além do fácil acesso que leva à retirada de organismos para construção, ornamentação e pesca”, disse.

Dados do estudo, baseados em pesquisas feitas anteriormente, mostram que em cinco décadas houve uma redução de 80% dos recifes de corais brasileiros. “Até a década de 1980, houve muita extração de corais para fabricação de cal no país. Essa remoção era feita com picaretas ou explosivos. Só houve uma redução após a criação de leis específicas”, disse Beatrice ao G1.

Outro problema grave que afeta esse ecossistema é a sobrepesca, que ameaça espécies de peixe que dependem desses organismos. Segundo a pesquisa, mesmo com a criação de unidades de conservação de proteção integral ao longo do litoral, peixes maiores e com ciclo de vida longo continuam a ser afetados, como a garoupa e o budião.

“Como essas espécies têm papel fundamental nos recifes, controlando outras populações, (…) as consequências da redução de exemplares são a perda da resiliência do ecossistema, ou seja, a diminuição da capacidade de retornar ao estado anterior quando perturbado”, explica a pesquisadora.

Mudança climática pode afetar ainda mais ecossistema.
Outro grande problema que ameaça os recifes brasileiros é o aquecimento dos oceanos, devido à elevação da temperatura global – resultado da mudança climática.

Eventos cíclicos de branqueamento e mortalidade de corais têm aumentado dramaticamente à medida que a temperatura do mar alcança valores mais altos e há maior ocorrência de eventos climáticos como El Niño (fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico perto dos trópicos). A acidificação dos mares, consequência das emissões de carbono da atmosfera, é outro fator agravante. A água capta esse carbono e se torna mais ácida.

De acordo com a pesquisadora, o Brasil foi bastante atingido por branqueamento em 1998, 2003 e 2010. Em 1998 e 2010, 50% da população de corais ficou branca, mas a recuperação foi considerada boa – apesar de reduções localizadas de cobertura.

“Em 2012, é provável a ocorrência de um novo El Niño. Os recifes que vão sofrer mais serão aqueles em pior estado de conservação, afetados pela poluição, e que podem ser afetados por doenças”, explica.

Unidades de conservação protegem organismos – O estudo diz ainda que os recifes de corais mais protegidos no Brasil são aqueles localizados dentro de unidades de conservação, como no Arquipélago de Fernando de Noronha (PE).

A pesquisa aponta para o poder público formas de aumentar a preservação deste ecossistema, como aumentar a recuperação de matas ciliares e controlar o manejo de bacias hidrográficas. “É preciso controle de poluição, turismo e pesca, proteção para os grupos de peixes mais afetados, incluindo as áreas de berçário e desova dessas espécies”, diz a pesquisadora.

Ela cita ainda a importância de conservar as áreas de mangues, que têm ligação importante com os recifes – além de servir como ambiente alternativo para diversos animais e organismos marinhos ao longo de seu ciclo de vida. O programa de monitoramento será mantido pelo MMA, através do Instituto Chico Mendes (ICMBio). (Fonte: Eduardo Carvalho/ Globo Natureza)

Programa de rádio que dá suporte às dicas de sustentabilidade via internet fala sobre agrotóxicos

Esse programa  foi ao ar hoje dia 20 de dezembro… até agora foi o que mais gostei!
radioEletrica_Fabiola_Katia-620x350Começamos falando sobre o lixo nuclear. Em seguida uma pincelada sobre o Lutzemberg e todas as ações positivas na agricultura regenerativa decorrentes do trabalho que o projeto Gaia perpetua com base em seus ensinamentos.

Deste gancho partimos para as novas escolhas da geração Y que formatam um novo modelo comercial regimentado pela liberdade de trabalhar por desempenho; viver a vida nas entrelinhas e com isso tudo ter menos impacto ambiental numa evolução natural desse modelo inovador que a tecnologia e o bem estar pode nos proporcionar.

Deliberações sobre como gerar menos garrafinha de plástico e condicionamento do lixo seco sem sacolas também são pauta, mas tem como temática de fundo alimentação sem agrotóxicos e delibera sobre maneiras de gerar menos embalagens na sua alimentação, migrando para práticas de impacto positivo, tratando de ações regenerativas na degradação presencial.

Ah! e a gente fala da “Lata Mágica” um projeto sobre o qual dedicarei um post exclusivo em breve!

Você já se imaginou tendo um impacto positivo sendo um ator regenerativo no seu entorno? quer saber como? então clica ali:

Programa que foi ao ar no dia 20 dezembro 2012. Agrotóxicos.

Programa de rádio promove dicas de sustentabilidade via web

katia-fabi-620x350Hey você que sempre quer saber mais sobre como ajudar o meio ambiente e fica cheio de perguntas!

Katia Suman, comunicadora exemplar decidiu tirar suas próprias dúvidas e criar uma forma de comunicação que pudesse auxiliar os consumidores no quesito do olhar ambiental. Então elaboramos juntas um formato que permite trazer um diálogo em que alguns pontos são trazidos para compor a reflexão necessária e permitir o consumidor fazer escolhas sustentáveis nas horas de compras.

Então, para que vocês possam compartilhar suas experiências, dúvidas e pontos de vista segue a primeira versão deste programinha. Clicando nesse link cai na pagina da rádio que transmite ao vivo nas quintas-feiras ao meio dia e também armazena os programas transmitidos, nos permitindo essa interação por aqui.

O programa é feito na cidade de Porto Alegre – RS – Brasil, e retrata mais nossa realidade, mas pode ser escutado em qualquer local do mundo através de um acesso à internet e caixinha de som.

Me contem se gostaram. Beijocas, Fabíola Pecce

http://www.radioeletrica.com/blog/?p=654 – programa do dia 16 novembro 2012
Programa de divulgação de uma palestra voltada para designers.

http://www.radioeletrica.com/blog/?p=1047  – programa do dia 06 dezembro 2012
Programa iniciado com a dicussão de combustível renovável ou não renovável.

Conheça a saga da organização ecoativista Sea Shepherd e suas ações no Brasil

Em maio deste ano o governo costarriquenho pediu a extradição e prisão de Paul Watson, fundador da organização, por um abalroamento que ocorreu em 2002. Acompanhe o desfecho dessa história.

Filho de mãe brasileira e pai norte americano, o jovem Daniel Vairo embarcou para os Estados Unidos, onde viveria grande parte de sua vida, ainda com 15 anos de idade. Algum tempo depois decidiu ingressar na escola naval e começou a se envolver com questões ambientais. Para completar o curso precisava estagiar num navio e escolheu uma embarcação da organização ecoativista Sea Shepherd (“Guardiães dos Mares”), que mudaria para sempre o rumo de sua vida e das questões relacionadas à preservação da vida marinha no Brasil.

Paul Watson

A Sea Shepherd Conservation Society (SSCS) foi fundada em 1977, nos Estados Unidos, por membros do Greenpeace com o objetivo de criar um movimento de caráter mais ágil, objetivo e ativista. Atualmente, a Sea Shepherd é considerada a ONG de proteção dos mares mais ativa do mundo e conta com a participação efetiva de milhares de voluntários em todo o planeta. A organização, baseada nos Estados Unidos, também tem escritórios na Austrália, Canadá, Inglaterra, Holanda, França, África do Sul e Brasil.

 

Em 1997, Daniel – na época já com 24 anos – e seu primo Alexandre Castro decidiram trazer a experiência da Sea Shepherd para o país. A dupla começou então a articular o que viria a ser oficialmente em 1999 o Instituto Sea Shepherd Brasil. Nessa época a organização não ainda não possuía sedes em outros países além dos Estados Unidos. A brasileira, sediada em Porto Alegre, foi a primeira. Hoje a organização está também na Austrália, Canadá, Inglaterra, Holanda, França e África do Sul.

Em águas tupiniquins

Em terras, ou melhor, águas brasileiras, a dupla de jovens optou pela autonomia e independência financeira em relação à Sea Shepherd internacional. O braço brasileiro do Instituto atua de uma maneira um pouco distinta do resto da organização. De acordo com Paul Watson, criador da iniciativa, a Sea Shepherd Brasil foi “feita por brasileiros para os brasileiros”.

Enquanto a Sea Shepherd estrangeira atua em águas internacionais, zonas marítimas que não se encontram sob jurisdição de nenhum Estado, aqui as ações ocorrem em águas territoriais, sujeitas, portanto, à legislação brasileira. A Sea Shepherd americana ganhou destaque nos jornais internacionais por suas ações incisivas como o bloqueio físico e em alguns casos até mesmo o abalroamento (choque seguido de naufrágio) de navios de pesca ilegais.

CMI (Centro de Mídia Independente)

A Sea Shepherd Brasil organiza ações de fiscalização em parceria com o Ministério Público e a Polícia Federal.

 

Em relação às críticas da mídia internacional e de outras organizações ambientais, Wendell Estol, diretor da Sea Shepherd Brasil esclarece: “É como se você estivesse parado no trânsito, visse um motoqueiro, por exemplo, assaltando alguém e avançasse com o carro para derruba-lo da moto, impedindo a agressão”, compara. “Posteriormente isso entrará como atenuante no julgamento do caso… Com o abalroamento de navios de pesca ilegal deveria ser a mesma coisa”, defende.

No caso específico do Brasil é diferente porque, ao menos na teoria, existem órgãos cuidando da legislação e da fiscalização das questões referentes à vida marinha. A Sea Shepherd Brasil organiza ações de fiscalização em parceria com o Ministério Público e a Polícia Federal. O monitoramento da costa é feito por carros, embarcações e em alguns casos até mesmo helicópteros.

O Instituto Sea Shepherd Brasil promove cursos como o de Salvação de Animais Marinhos em Caso de Derramamento de Petróleo.

Outro segmento forte das iniciativas nacionais da organização é a educação. O Instituto Sea Shepherd Brasil promove cursos como o de Salvação de Animais Marinhos em Caso de Derramamento de Petróleo em Florianópolis, no Rio de Janeiro e em São Paulo. Também são promovidas ações de conscientização em escolas, praias e campeonatos de surf, quando são montadas tendas para a distribuição de material específico e formação de crianças e adultos.

Uma indústria a serviço da destruição

Em maio deste ano o governo costarriquenho pediu a extradição e prisão de Paul Watson, fundador da organização, por um abalroamento que ocorreu em 2002. Na época, o navio da Costa Rica “Varadero” praticava o finning(veja box) em águas Guatemaltecas quando foi interceptado por uma embarcação do Sea Shepherd, capitaneada por Watson. Os “guardiães dos mares” solicitaram que a embarcação parasse com a pesca predatória e retorna-se ao litoral, mas diante de seguidas negativas optaram pelo abalroamento para cessar as atividades ilícitas.

O finning é um tipo cruel de pesca de tubarões em que apenas as barbatanas são aproveitadas e o corpo do animal é jogado de volta ao mar para uma morte agonizante. Isso acontece devido ao alto valor desta parte do corpo do bicho que, segundo algumas culturas orientais, tem poder afrodisíaco. Um quilo de barbatana vale mais de U$ 200 e um prato de sopa feita a partir delas pode custar até U$ 400. Já o quilo da carne do tubarão rende apenas U$ 2 no mercado internacional, por isso não vale à pena para os caçadores o transporte da carcaça inteira.

Apesar de a Costa Rica proibir a prática de finning em seu território, a região é um dos principais entrepostos do comércio internacional de barbatanas. De acordo com Wendell Estol, diretor da Sea Shepherd Brasil, o mercado clandestino de barbatanas movimenta carca de 5 bilhões de dólares por ano. Em 2011 – data em que o processo por danos materiais iniciado pela Costa Rica na ocasião do incidente já teria prescrito – o país da América Central resolveu retomar a ação dessa vez alegando tentativa de homicídio.

Ao longo de seus 35 anos de atividade o Sea Shepherd já afundou 10 navios baleeiros e impediu diversos barcos de dar continuidade à pesca ilegal inclusive do atum-azul, espécie ameaçada de extinção. Mas durante esse mesmo período não foi registrada uma morte humana sequer durante as intervenções.

Em maio deste ano, Watson, que estava na Alemanha ministrando cursos e palestras, foi preso. O ator Pierce Brosnan (ex 007 e uma das muitas celebridades apoiadoras da Sea Shepherd) pagou a fiança para que Watson respondesse ao processo em liberdade. Quando o período da prisão preventiva estava se esgotando, o Japão – um dos maiores exploradores mundiais da pesca ilegal – decidiu engrossar o coro. Entrou com um novo pedido de extradição, dessa vez para terras nipônicas, onde o ecoativista não teria direito a uma defesa justa e ficaria incomunicável. Watson decidiu partir. Em 10 de agosto de 2012 estava foragido há cerca de dez dias.

fonte: Clara Caldeira http://catracalivre.folha.uol.com.br/2012/08/conheca-a-saga-da-organizacao-ecoativista-sea-shepherd-e-suas-acoes-no-brasil/

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cultura da sustentabilidade

O mergulhador do rio Tietê

Há mais de 20 anos, José Leonídio Rosendo dos Santos mergulha nas águas sujas dos rios que cortam a capital paulista: Tietê e Pinheiros. Ele ajuda a retirar geladeira, fogão – e até um ou outro cadáver. Conheça aqui o trabalho deste corajoso

Como é o seu trabalho?

Funciona assim: antes de a água sair da capital em direção ao interior, ela passa por uma barragem com uma grade que segura o lixo. E quando essa grade entope, a turbina da barragem começa a trepidar, porque não tem água chegando. É quando fazemos a limpeza. É tudo pelo tato, porque não dá para enxergar nada dentro do rio. Descemos sempre com uma guia, que pode ser a parede. E se você perder essa referência não vai saber onde está, se é em frente à barragem, para esquerda, ou direita. Aí precisa voltar para a superfície.Quais as coisas mais bizarras que você tirou do rio?
Tem de tudo lá, fogão, geladeira, gente morta. Sabe aquelas bolhas que saem do Tietê? É material orgânico em decomposição: cadáver, animal, porco. Numa das vezes em que amarrei a grade e subiram para limpeza, apareceu junto uma bolsa. E quando abriram, encontraram US$ 2 mil. Aí, depois disso, qualquer mala que puxavam do rio, o pessoal pulava para ver se era dinheiro. E numa dessas tinha uma mulher toda recortada, esquartejada lá dentro. Você identifica pelo cheiro: quando sai da água e bate o sol, fica um fedor incrível. E aí tivemos de ir até a delegacia. Há uns 8, 10 anos, quase todo dia tirávamos um corpo de lá. Agora melhorou, é mais raro.

Já mergulhou em algum lugar pior que o Tietê?
Uma vez mergulhamos numa estação de tratamento de esgoto. Esgoto mesmo. E até hoje não sei qual é pior, se isso ou alguns pontos do Tietê e Pinheiros, porque tem coisa demais lá dentro: cadáver, feto, tudo. Desculpe pela palavra, mas literalmente você fica na m*** nesses rios.

Quanto você recebe pelo serviço?
O salário é cerca de R$ 1 000, mais 30% de periculosidade e adicionais. E tem mais R$ 40 e poucos pelo desgaste orgânico. Antigamente acho que um trabalho desses rendia mensalmente em torno de R$ 5 mil. Hoje varia de R$ 2 a 4 mil. Isso se eu passar o mês todo mergulhando no Tietê, né?

Como é a sua roupa?
É americana, de PVC, com espessura de 1 a 2 milímetros e não pesa quase nada. Ela se molda ao punho e pescoço. Daria para entrar no rio até de smoking e sair do mesmo jeito, de tão impermeável. O problema é quando fura, quando pega um caco de vidro ou arame, aí temos de pedir logo para o pessoal puxar de volta para a superfície, ou então você fica em contato direto com a água do Tietê. Antigamente a gente descia com uma roupa comum de surfista, que molha. E nem sempre eu usei capacete, às vezes era uma válvula de mergulho comum. Naquela época tinha de ser cangaceiro, combatente mesmo. Mas era muito difícil, só trabalhava quem precisava mesmo, e o salário era maior. Até porque naquela época não tinha tanta gente disposta a fazer isso. Às vezes, alguém raspava o braço na grade e se machucava: muita gente tinha a mão ou pé necrosados até.

fonte: Carol Castro
Superinteressante – 09/2012 {txtalt}