Moradores de favela carioca Vidigal transformam depósito de lixo em parque ecológico e viram exemplo mundial

Parque ecológico no alto do Morro do Vidigal é premiado nos EUA

Criado por moradores da favela junto com um arquiteto formado em Harvard, Sitiê foi aberto onde antes era lixão

Veja algumas fotos:

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Parque será premiado sábado nos EUA (Foto: Fabio Motta/Estadão)

No princípio, era o lixo. Mais de 25 anos de detritos jogados ao ar livre no alto do morro do Vidigal, na zona sul do Rio. Para os moradores da favela, era natural abandonar ali sacolas com restos de comida, eletrodomésticos, móveis quebrados e até corpos de animais mortos. Para Mauro Quintanilla, vizinho do lixão, era deprimente e humilhante.

Da tristeza à reação, o músico, nascido no morro e então com 44 anos, contou com a ajuda de poucos amigos. Sob a zombaria de parentes, que não acreditavam ser possível reverter aquele cenário, eles se puseram a retirar com as próprias mãos o que a comunidade insistia em repor no dia seguinte.

Em 2010, 16 toneladas e cinco anos depois, a área estava limpa, pronta para ser batizada de Parque Ecológico Sitiê. Num espaço voltado à contemplação e ao lazer, foi criada uma horta da qual já saíram 700 quilos de legumes, verduras, temperos e frutas, doados à comunidade. “Não tivemos ajuda de governo. Minha família dizia que eu era maluco, mas acabamos atraindo voluntários, gente daqui e turistas estrangeiros. Depois consegui mudas do Jardim Botânico e fiz o paisagismo, tudo intuitivamente”, conta Quintanilla, cercado de flores.

Da via principal da favela, chega-se aos 8,5 mil metros quadrados do Sitiê passando por uma escada de 150 degraus feitos de pneus reciclados e unidos por entulho e cimento. No centro do parque foi erguida uma muralha de 386 pneus e 23 toneladas, que ajuda a conter a água das chuvas, temida por provocar deslizamentos de terra, e que foi pensada também para ser um ponto de encontro dos moradores e palco de atividades culturais.

Poucos metros adiante, num ponto que, no passado, serviu de rota de fuga para traficantes armados, está um mirante do qual se admira a mais bela vista das praias de Ipanema e do Leblon.

Mais do que uma atração numa zona carente de áreas de lazer, o Sitiê, por aliar engajamento popular e técnicas inovadoras, está atraindo olhares de fora. Já foi visitado por especialistas vindos de parques icônicos, como o Central Park e o Brooklyn Bridge Park, ambos em Nova York, que saíram entusiasmados.

A fama do Sitiê – junção da palavra sítio com o pássaro tiê, inventada por Quintanilla – não vem só do esforço pessoal de seus criadores. Deve-se muito à chegada à favela do arquiteto Pedro Henrique de Cristo. Em 2012, o jovem paraibano, aos 29 anos recém-pós-graduado na universidade de Harvard, uma das mais conceituadas do mundo, conheceu a iniciativa e se juntou a ela.

O encontro se deu durante a conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável Rio+20, e impactou o Vidigal, que ganharia um entusiasta e novo morador, a mulher do arquiteto, a norte-americana Caroline Shannon de Cristo, que também se mudou para a favela e passou a trabalhar no Sitiê, e a trajetória de Quintanilla e seus companheiros, cujo sonho se transformou em algo muito maior do que aquilo que vislumbraram.

No próximo fim de semana, o projeto será reconhecido em Detroit, nos Estados Unidos: receberá um dos mais respeitados prêmios de arquitetura, urbanismo e design do mundo, o SEED (Design socioeconômico e ambiental, na sigla em inglês), que valida iniciativas que combinam design arrojado e interesse público. Em Harvard, virou estudo de caso.

A área do Sitiê era um sítio na infância de Quintanilla, mas foi degradada conforme o morro, ocupado por barracos desde a década de 1940, se adensou. Hoje o Vidigal tem, pela contagem oficial, cerca de 12 mil habitantes.

Prestes a completar dez anos, a iniciativa ganha fôlego não só com a validação internacional, mas também com o projeto do Instituto Sitiê de Meio Ambiente, Artes e Tecnologia, que foi desenvolvido pelo escritório de Cristo, instalado em sua casa no Vidigal. O estúdio +D, que tem como slogan “design com propósito”, imaginou uma praça para convivência e prática de esportes, ligada ao Sitiê por meio de uma escadaria adaptada à topografia, um centro de inovação, com biblioteca e aulas de música e artes, e um restaurante, em que os clientes buscariam seus ingredientes na horta do parque. A ideia é que tudo fique pronto até 2016.

O casal Cristo e Mauro Quintanilla (Foto: Fabio Motta/Estadão)

O instituto seria todo pago com recursos privados – já existem investidores interessados. O projeto da praça pública, com área para prática de ioga e leitura e escorrega gigante para as crianças, já foi aprovado em conversas com a Prefeitura.

A empolgação é geral: “Design com função social tem que ser excelente. Eu poderia estar ganhando muito dinheiro num escritório, projetando hotéis com materiais luxuosos, mas qual seria o significado disso para o desenvolvimento da arquitetura? Não tenho a favela como fetiche, acredito que dela saem soluções inovadoras. Estar aqui foi a melhor coisa que já me aconteceu”, diz Cristo.

Não por acaso, ele se fixou no morro no ano da instalação da Unidade de Polícia Pacificadora, que acabou com o desfile de criminosos armados de fuzis pelas ruas e os tiroteios constantes, e, assim, fez crescer o número de novos empreendimentos, como bares e hostels, e o fluxo de turistas. A UPP já viu dias melhores, mas segue permitindo aos moradores projetos como este.

A ocupação dos espaços públicos, em especial pelas crianças, é um antídoto contra a violência, acredita o arquiteto, que sonha com o título de “primeira favela integrada e sustentável do mundo” para o Vidigal. “Se os moradores fossem ricos, isso queria seria Mônaco. Estamos do lado do metro quadrado mais caro do Brasil (o bairro do Leblon). Não tem por que não acreditar no potencial do Vidigal como hub (polo) de inovação”.

ROBERTA PENNAFORT

08 Abril 2015 | 16:48

fonte 1: http://brasil.estadao.com.br/blogs/estadao-rio/parque-ecologico-no-alto-do-morro-do-vidigal-e-premiado-nos-eua/

fonte 2: https://razoesparaacreditar.com/cultivar/moradores-de-favela-carioca-transformam-deposito-de-lixo-em-parque-ecologico-e-viram-exemplo-mundial/?utm_source=soclminer&utm_medium=soclshare&utm_campaign=soclshare_facebook

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mapa colaborativo mapeia as frutíferas de São paulo

Blog Gentileza urbana

Veja como encontrar o mapa de árvores frutíferas em São Paulo.
esta ação empodera os moradores da capital com práticas de autonomia alimentar
São mais de 350 lugares, veja mais em : http://goo.gl/FzYM6i via Folha de S.Paulo

Todmorden, el pueblo inglés auto-suficente alimentariamente.

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En dos años, la localidad ha cambiado radicalmente la manera como produce sus alimentos y la forma en que sus residentes se preocupan del medio ambiente. Para 2018 esperan que la ciudad sea totalmente autosuficiente.

El pueblo más comestible del mundo. Uno llega en tren a Todmorden, y lo primero que encuentra nada más salir de la estación es un suculento mapa de todos los cultivos que hay a mano, “Help yourself!” (“¡Sírvase usted mismo!”).

Se plantan a discreción verduras, hierbas y árboles frutales en 70 espacios públicos. Se forma una red de 280 voluntarios que se turnan y se dedican dos mañanas al mes a cuidar de los cultivos. Y todo el mundo (incluidos los turistas) pueden servirse gratis y a placercuando llega la hora de la cosecha. Veja o vídeo sobre a cidade e esta transformação:

fonte: https://www.facebook.com/sustentator/photos/a.108826267824.89349.58151312824/10151815010847825/?type=1&theater em 19 mai 2014 às 22:20 – porto Alegre- Barão do amazonas.

 

1º Fórum Latino-Americano de Infraestrutura Verde Urbana

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fonte: http://www.tecobiexpo.com.br/br/interno/286-21052014manhaetardesala1tecobieco em 18/05/2014 às 23:21 h

A dura batalha da agricultura familiar urbana

Valorizada pela ONU e por políticas brasileiras, ela não pode existir, segundo alguns Planos Diretores municipais… Agora, isso pode mudar

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A produção local é o elo vital na conexão campo-cidade devido à capacidade de ampliar o acesso ao alimento de qualidade, e em quantidade; preservar a cultura; e promover o desenvolvimento ambiental, social e econômico. Em 2014, a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) elegeu o Ano Internacional da Agricultura Familiar. A finalidade é reposicionar esse modelo de produção no centro das políticas agrícolas, ambientais e sociais das agendas nacionais, identificar lacunas e oportunidades para “promover uma mudança mais equitativa e equilibrada”.

A data comemorativa é oportuna para dar visibilidade às produções familiares em municípios urbanos, como o Rio de Janeiro. Nesse sentido, buscamos apresentar um breve panorama das legislações que contribuíram para fortalecer esse modelo de produção no país. A finalidade é evidenciar a diversidade do meio rural e a legitimidade das demandas da Agricultura Familiar. De acordo com informações da própria FAO, “a Agricultura Familiar consiste em um meio de organização das produções agrícola, florestal, pesqueira, pastoril e aquícola, que são gerenciadas e operadas por uma família, e predominantemente dependentes de mão-de-obra familiar, tanto de mulheres quanto de homens”.

Em meados da década de 1990, foi criada o programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF), primeira política pública brasileira destinada aos agricultores familiares. Em 2003, com o programa Fome Zero, a Agricultura Familiar passa a ser considerada ainda mais estratégica, devido o seu papel no abastecimento alimentar interno do país; e a sua capacidade de resposta, mesmo em períodos de crises globais de alimentos. No ano de 2004, é instituído o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), voltado para a aquisição de gêneros alimentícios diretamente do pequeno agricultor, destinando-os às pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional, atendidas por iniciativas públicas de alimentação e nutrição. Essas aquisições também são direcionadas para a formação de estoques de provisão de comida. O PAA, que completou dez anos em 2014, foi destacado como uma das melhores práticas, em âmbito mundial, que contribuem para os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), de acordo com relatório Procurement for the Millennium Development Goals.

O processo de fortalecimento desse modelo agrícola ampliou-se em 2009, com a Lei de Alimentação Escolar (11.947). Ela determina que ao menos 30% dos alimentos adquiridos para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) sejam comprados da Agricultura Familiar, preferencialmente agroecológicos ou orgânicos. Esta é uma excelente oportunidade para conectar campo-cidade, resgatar uma relação mais próxima com quem produz o alimento e revigorar a economia local, por meio de compras públicas. Do ponto de vista educacional, os alunos da Educação Básica podem conhecer a origem do prato que chega à mesa diariamente; e a escola pode levar essa reflexão para a sala de aula, com ações educativas que fomentem a discussão sobre de onde vem o alimento, estimulando escolhas autônomas e engajadas.

Mapeando o bem comum: o alimento

Diante desse cenário, o Conselho Municipal de Segurança Alimentar (Consea-Rio), por meio da Câmara Temática “Desenvolvimento nas Estratégias de Segurança Alimentar e Nutricional”, está empenhado em acompanhar a efetivação dessas políticas. Uma ideia corrente é a de que o município do Rio de Janeiro não tem agricultura – ou seja, não há espaço para a produção local. Entretanto, de acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do Censo Agropecuário de 2006, existem no município fluminense cerca de 1.054 estabelecimentos agropecuários, dos quais 790 (o que corresponde a 75%) são estabelecimentos da Agricultura Familiar, ocupando uma área de 2.994 hectares na cidade. Com base nesses dados, em 2010 o Consea-Rio foi a campo mapear as iniciativas de Agricultura Urbana e Educação Alimentar e Nutricional. Neste mapeamento, foram incluídas iniciativas a sociedade civil e do poder público nas esferas municipal, estadual e federal.
O mapeamento começou com agricultores familiares (em especial os agroecológicos) e a agricultura urbana, que abrange cultivos em pequenas áreas dentro da cidade, destinadas à produção para consumo próprio, ou para a venda em pequena escala, em mercados locais. Num momento seguinte, foram incluídas também experiências com consumo consciente e solidário (compras diretas, feiras orgânicas e de produtores); com Educação Alimentar e Nutricional; e culinária comprometida com alimentação saudável, o prazer e a valorização da cultura. A pesquisa localizou 199 iniciativas no Rio de Janeiro, porém pouco conhecidas e articuladas.

Com o mapeamento, sentiu-se a necessidade de organizar um Grupo de Trabalho (GT) para pensar propostas de fortalecimento destas iniciativas. Ao longo do primeiro semestre de 2011, foram realizadas cinco oficinas com os representantes desses projetos. Os encontros permitiram uma aproximação da realidade do município do Rio, e trouxeram subsídios e questões para serem debatidas na III Conferência Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional, ocorrida em julho do mesmo ano. De maneira geral, as iniciativas de produção agrícola existentes precisam ser mais conhecidas e valorizadas. Há pouco reconhecimento da agricultura pelos poderes públicos, e a maioria das iniciativas enfrenta muitas dificuldades, seja por fata de apoio, recursos ou pessoas.

Olhares desencontrados

O histórico de fortalecimento e resistência contrasta com o Plano Diretor do Rio de Janeiro (Lei Municipal Complementar n. 111/2011). O artigo 13, referente à ocupação urbana, estabelece a caracterização do território municipal como integralmente urbano. De acordo com Frederico Pricegrechi, doutor em Direito e presidente da Comissão de Direito Agrário do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), o artigo viola os direitos fundamentais do livre exercício do trabalho, do incentivo ao desenvolvimento da pequena propriedade rural e da livre iniciativa em favor dos agricultores familiares. A esses trabalhadores rurais assiste o genuíno direito subjetivo ao exercício da sua atividade econômica agrária e, por conseguinte, aos benefícios e incentivos a assegurados pelas políticas públicas agrícolas, explica Pricegrechi.

“A sustentabilidade do município também está indissoluvelmente associada ao bem-estar duradouro de toda a população local, urbana e rural. A exclusão da área rural no planejamento e ordenação territorial do município também seria contrária ao princípio-vetor do planejamento, mais especificamente o princípio da universalidade – que é aquele ‘conformador da atividade planejadora, na medida em que, por regra, o planejamento deve englobar todos os setores e atividades do Estado (Município), buscando coerência nos planos’. E o princípio da unidade que significa que o ‘plano deve estar coerentemente integrado, constituindo, portanto, um todo, uma unidade’ (toda a extensão territorial do Município). Ademais, nas cidades costeiras a área urbana está necessariamente interligada aos portos, estando aqui presente a atividade de extrativismo rural consubstanciada na captura de animais (caça e pesca), além da extração de produtos vegetais nas áreas litorâneas”, esclarece o especialista, que também é professor em Direito Civil e Direito do Estado na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).

Novos olhares

A Agricultura Familiar enfrenta sérias dificuldades para escoar a produção em feiras, mercados e programas de compra de alimentos, como o PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar); e obter certificações e financiamentos. Um dos principais entraves para fornecer alimentos para as compras institucionais, aquelas realizadas pelo governo, é a emissão do Documento de Aptidão ao Pronaf (DAP), que é considerado a carteira de identidade do agricultor. O DAP credencia o trabalhador rural para vender seus alimentos. Entretanto, um dos critérios para obter o registro é não estar fixado em área urbana. Ora, se o entendimento, conforme o Plano Diretor, é que não existe área rural, esses agricultores ficam impossibilitados de exercer sua atividade.

Em 2013, as entidades encarregadas de emitir DAPs em alguns estados do Brasil, como a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), estão buscando um novo olhar para resolver o impasse, baseadas no parecer do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). De acordo com essa compreensão, a destinação dada ao imóvel é que o define como rural ou urbano. Assim, a análise que concede, ou não, a DAP deve considerar o Estatuto da Terra (Lei nº 4.504, de 30/11/1964), onde a prática das atividades no meio rural é definida como “atividade extrativa vegetal, agrícola, pecuária ou agroindustrial, quer através de planos públicos de valorização, quer através de iniciativa privada”.

A área onde essa atividade deve ser realizada é classificada como “Imóvel Rural”, ou prédio rústico, estabelecido como área contínua, independente da localização. Essa nova visão é sustentada também pela Política Nacional da Agricultura Familiar e Empreendimentos Familiares Rurais (Lei nº11, de 24/11/2006), a qual estipula que as práticas agrícolas fazem parte do conjunto de regiões ou zonas com atividades diversas, independentemente do zoneamento urbano realizado pelo município, previsto no Plano Diretor. Assim, o agricultor que desenvolve suas atividades em “imóvel rural”, mas, localizado no “meio urbano” atende as condições para se enquadrar como agricultor familiar ou empreendedor familiar rural.

Pricegrechi recomenda que “seja feita a alteração do artigo 13 do Plano Diretor da Cidade do Rio, a fim de excluir a referência à qualificação integralmente urbano, de modo a englobar o município como um todo, bem como promover a adequada e a harmoniosa integração entre os espaços rural e urbano, (artigos 2º, VII, e 40, §2º, da Lei n. 10.257/2001), observando-se a situação jurídica constituída dos agricultores familiares”.

Segundo informações do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), existe uma série de fatores que são fundamentais para o bom desenvolvimento da Agricultura Familiar, tais como: condições agroecológicas e as características territoriais; ambiente político; acesso aos mercados; acesso à terra e aos recursos naturais; acesso à tecnologia e serviços de extensão; acesso ao financiamento; condições demográficas, econômicas e socioculturais; disponibilidade de educação especializada; entre outros. Os novos olhares devem convergir para estabelecer um diálogo amplo e aprofundado a fim de que o entendimento sobre a Agricultura Familiar em municípios urbanos seja renovado, considerando as múltiplas dimensões que essa atividade engloba. Conforme Valter Bianchini, secretário da Agricultura Familiar (SAF/MDA), a priorização da ONU em destacar a agricultura familiar em 2014 é reconhecer esse modelo de agricultura como o que mais responde pela produção de alimentos e segurança alimentar nacional.

A Agricultura Familiar é o pulmão da cidade, liga o cidadão ao seu alimento local, sua origem, sua identidade. Enxergar de modo não-convencional essa atividade é essencial para o desenvolvimento da cidade. É preciso um novo olhar para compreender a sociedade, a partir da relação com o campo.

Por Juliana Dias, editora do site Malagueta, e Mônica Chiffoleau – ON 06/03/2014

Mônica Chiffoleau, co-autora desse artigo, é mestranda em História das Ciências, das Técnicas e Espitemologia (HCTE/UFRJ) e coordenadora da Câmara Temática 1, do Consea-Rio, representando a Rede Ecológica.

fonte: http://outraspalavras.net/brasil/a-dura-batalha-da-agricultura-familiar-urbana/ em 07 março 2014 às 03:30 a.m. Bento Gonçalves _ RS – Brasil ouvindo don’t do Elvis.

Curso de horta online: para poder comer o que plantar.

São cada vez mais as pessoas interessadas em criar sua própria horta. Definitivamente poder ser capaz de se comer o que planta, e garantir que sua família não esteja ingerindo os terríveis agrotóxicos e pesticidas que fazem com que quem trabalhe na lavoura se recuse a comê-los diante de tanto veneno. Ter a sua hortinha em casa definitivamente vai ser algo cada vez mais comum com o passar dos anos, já que mesmo com espaços reduzidos em casa, a tecnologia e a inovação tem ajudado a encontrar soluções para permitir que todos consigam plantar e colher sem muito esforço.

No entanto, há dúvidas que persistem – o que plantar, quando semear, o que semear primeiro ou uma série de outras questões. Esses problemas acabaram com esse prático curso online de 10 lições, que foi disponibilizado na íntegra no Youtube.

Em pouco tempo (cada aula tem cerca de meia hora) você adquire os conhecimentos básicos para poder passar à prática. E esta é uma forma bem saudável de cuidar da sua alimentação e da sua família. E sem precisar sair de casa pra aprender. Para ter acesso às aulas, basta seguir o link do Youtube. Não se assuste com o espanhol, porque elas têm legendas em português – basta habilitar a opção na barra debaixo do vídeo.

Para se ir motivando, deixamos aqui as primeiras lições.

Para assistir a todos os vídeos, clique aqui.

fonte: http://www.hypeness.com.br/2013/08/curso-de-horta-online-agora-voce-nao-tem-mais-desculpas-para-nao-comer-o-que-plantou/ em 02/02/2014 às 16:25 p.m.

novo ciclo urbano

horta

#pelaindependênciafinanceira
#pelasaúdefísicaemental
#foodfreeproject
#hortaurbana

fonte: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=737703062907345&set=a.154193534591637.33354.146835608660763&type=3&theater em 4/01/2014 às 01:19 a.m. – Porto Alegre – RS – Brasil

Manual Gratuito de Agricultura Urbana

Transforme pequenos espaços em hortas!

manual de agricultura urbana

Viva a soberania alimentar e as sementes livres!

Baixe no link: http://blogdeazoteasverdes.files.wordpress.com/2012/10/manual-agricultura-urbana.pdf

fonte: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10151748960976688&set=a.427976016687.231142.176662111687&type=1&theater em 04 jan 2013 as 16:18 com febre em Bento Gonçalves – RS, conhecendo Mangue beat

Armadilha com cerveja para os caramujos na horta

Este é o oitavo post mais acessado em

http://www.portoalegrelixozero.wordpress.com em 2013

 

 

Os caramujos e as lesmas não deixavam a horta se formar…
Feita a armadilha de cerveja e veja só o resultado!

armadilha com cerveja para caramujos

fonte: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=463484597074070&set=o.220236927995915&type=1&ref=nf, publicado originalmente em 03 jul 2013 às 8:00.

Saiba como fazer e usar uma composteira caseira

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	| Imagem: <a href=&quot;http://reciclorganica.blogspot.com/&quot; target=&quot;_blank&quot;>Reciclorg&acirc;nica</a></p><br />

O resíduo orgânico possui grande potencial de ser reciclado e transformar-se em vida ao virar adubo. Este composto alimenta as plantas, que por sua vez, sequestram gases de efeito estufa, melhoram nosso ambiente e alimentam.

A coleta seletiva e a reciclagem dos resíduos são indispensáveis nos dias de hoje, pois reduzem o volume de lixo disposto em aterros e incineradores. Além disso, esta ação nos possibilita assumir um papel ativo na busca de soluções criativas para um mundo mais responsável.

A compostagem é um conjunto de técnicas aplicadas para controlar a decomposição de materiais orgânicos por meio da ação de microorganismos. Esse processo transforma o resíduo orgânico em composto estabilizado, rico em húmus e nutrientes minerais, com atributos físicos, químicos e biológicos superiores àqueles encontrados nas matérias primas, permitindo que seja utilizado como adubo.

Composteira caseira

A composteira caseira é formada por três caixas de plásticos empilhadas e interligadas por pequenos furos feitos ao fundo. A caixa inferior serve para escoamento e armazenamento de chorume, líquido formado durante o processo de decomposição do material orgânico. Nesta caixa existe uma torneira que serve para a coleta deste material. A caixa do meio é a digestora, nela será despejado todo o material orgânico (restos de comida) da sua casa. A proporção é sempre 2:1, ou seja, duas partes de material úmido (restos de alimentos) pra uma parte de material seco (serragem, por exemplo). Para acelerar o processo de decomposição, são coladas minhocas nesta segunda caixa. A terceira caixa, também digestora, será utilizada quando a segunda estiver cheia. As minhocas utilizam os furos para migrar para a caixa de cima, quando o processamento de todo o material chaga ao fim. Isso significa que ou composto já está pronto pra ser utilizado.

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o chorume formado na composteira caseira não é contaminante. O líquido, também conhecido como “chorume do bem” deve ser utilizado na proporção de um litro de chorume pra dez litros de água. Ele também pode ser usado como biofertilizante.

O composto precisa ser mexido sempre que forem adicionados novos restos de alimentos. A oxigenação auxilia a ação dos microorgasnismos e é importante para evitar o mau cheiro. Além disso, o composto também precisa estar sempre úmido. O teste simples, de pegar o composto com a mão e apertá-lo é suficiente para saber se a umidade está boa o suficiente. Para estar na medida certa, a mão deve ficar úmida, mas não deve escorrer, no entanto, podem pingar algumas gotas. Se o líquido ainda estiver escorrendo, é preciso adicionar mais terra ou serragem para equilibrar. Do mesmo modo, se o composto estiver muito seco deve ser adicionado um pouco de água.

Observando as instruções acima e revolvendo sempre o material dentro do recipiente, o resultado será um ótimo composto e uma quantidade significativa de lixo reciclado.

Para que o processo de decomposição seja acelerado, evite descartar materiais grandes, antes de colocar em sua composteira, triture-o. Quanto menores forem os materiais, mais os microrganismos trabalham e mais rapidamente os materiais se decompõem.

Pra saber se a sua compostagem está funcionando adequadamente ela não deve cheirar mal e tem que ter um cheiro doce de terra. O mau cheiro pode ser causado pela adição de carnes, ossos ou estercos de cães e gatos, por isso esses materiais devem ser evitados. A falta de oxigenação do composto torna o ambiente propício para a ação de microorganismos decompositores anaeróbicos que são responsáveis pelo cheiro ruim.

No final o composto deve apresentar um aspecto o qual não é possível distinguir os tipos de material. O volume deve ter reduzido de 50% a 75%, sua coloração deve ser escura e ao pegá-lo com as mãos tem que estar um pouco escorregadio como se tivesse um pouco de sabão. Dica: se quiser use uma peneira para homogeneizar o composto, ficará com uma aparência muito boa.

Uso

O composto deve ser misturado com terra ou aplicado diretamente no solo. O adubo deve ser adicionado na época de plantio, pois além de prover nutrientes para as plantas, ele atua também na melhoria das condições químicas, físicas e biológicas do solo. Em locais sem vegetação, o composto ajuda a melhorar as condições do solo além de minimizar efeitos do sol e da chuva. Com informações do blog Reciclorgânica.

Por Fernanda D’Addezio – Redação CicloVivo
fonte: http://ciclovivo.com.br/noticia/dica_saiba_como_fazer_e_usar_uma_composteira_caseira em 20/10/2013 às 16:25 p.m. – Bom Fim – Porto Alegre – RS – Brasil