Adidas deixa de usar sacolas plásticas em suas lojas ao redor do mundo

A troca das antigas embalagens por novos modelos de papel eliminará a fabricação de pelo menos 70 milhões de sacolas plásticas por ano

As grandes marcas do mercado sabem da força que têm quando corroboram campanhas e movimentos populares. Recentemente, foi a vez do grupo Adidas anunciar sua nova iniciativa. A famosa marca global confirmou que deixará de utilizar sacolas plásticas em todas suas lojas próprias, substituindo-as por novas embalagens de papel.

Em números, a decisão da empresa alemã representa a não fabricação de aproximadamente 70 milhões de sacolas plásticas em mais de 14 mil lojas de varejo. “A eliminação de sacolas de plástico faz parte do nosso esforço para aumentar e incentivar o uso de materiais sustentáveis em nossa produção, nossos produtos e lojas, e é um dos pontos da nossa mais nova Estratégia de Sustentabilidade para 2020 ‘Esporte precisa de espaço’”, disse Roland Auschel, membro de conselho executivo, em notícia no site oficial da marca.

A iniciativa da Adidas é mais uma a chamar atenção nos últimos meses, que desde 2015 tem trabalhado com alguns parceiros e franqueados para conseguir eliminar o uso das suas embalagens plásticas – previsto para ocorrer ainda neste semestre. Também no ano passado, o grupo já tinha anunciado a parceria com a empresa Parley for the Oceans em apoio ao Programa de Plástico do Oceano (Evitar, Interceptar e Redesenhar) que visa diminuir os níveis de poluição nos oceanos.

Com exceção das lojas oficiais localizadas na Rússia e no Cazaquistão, que vão aderir à recomendação a partir do próximo mês, todas as outras unidades ao redor do mundo já receberam o aval para distribuir as novas sacolas de papel imediatamente. A ideia é incentivar seus consumidores a seguirem o novo padrão sustentável adotado pela marca, diminuindo, inclusive, a utilização das novas sacolas.

“Nossos funcionários foram treinados para entender a importância de engajar os consumidores nessa jornada conosco, por isso sempre perguntaremos para os nossos clientes no ato da compra se eles realmente precisam das sacolas de papel. Reduzir o número de sacolas que produzimos significa minimizar nossa participação no impacto ambiental e nos ajuda a ser uma empresa cada vez mais sustentável”, conclui Auschel.

Com a criação de uma série de soluções ligadas à responsabilidade ambiental, o programa de sustentabilidade do Grupo Adidas tem o prestígio das principais agências de classificação de investimentos do setor, sendo reconhecida como Dow Jones Sustainability Indices e FTSE4Good Intex.

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Pasárgada – oficina de sustentabilidade

Hoje é lançado o primeiro advertising da Pasárgada que é uma organização que opera como uma oficina de sustentabilidade ajudando a sociedade de recriar de forma cíclica através da promoção da economia circular, da logística ambiental e da educação e orientação de designers.

Praticar sustentabilidade é algo simples e sensível ao senso de oportunidade que as situações apresentam.

Pare. olhe. perceba.

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Para saber mais sobre a Pasárgada e suas atividades, acompanhe as atividades no Facebook: https://www.facebook.com/oficinapasargada/

#oficinapasargada #lixozero #economiacircular

NOVA ECONOMIA: QUEM VAI PROSPERAR?

artigo

 

Nas próximas décadas, muitas grandes corporações terão se tornado obsoletas, enquanto empresas de menor porte florescerão. Quem aliar retorno financeiro, bem-estar e menor pressão sobre o planeta estará à frente dessa transição

Vivemos uma intensa transformação na sociedade, com reflexos profundos na economia. Ao mesmo tempo que a globalização e as novas tecnologias ampliam o universo de cidadãos, consumidores e empresas, tornam-se também mais evidentes os impactos sobre os limites planetários e a premência da inclusão social. O enfrentamento desses desafios marcará as próximas décadas e definirá um novo cenário no mundo dos negócios, com grandes oportunidades para empresas inovadoras sintonizadas com as demandas que emergem e as novas possibilidades para atendê-las. Nos próximos anos, várias grandes corporações da atualidade terão se tornado obsoletas, enquanto empresas que hoje engatinham florescerão.

Quem vai perecer e quem vai prosperar no caminho para a nova economia? Essa é a pergunta de 1 zilhão de dólares, para cuja resposta podem contribuir os 12 anos de conhecimentos produzidos no Centro de Estudos em Sustentabilidade da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getulio Vargas (FGVces), combinados à vasta experiência do ecossistema da inovação articulado no Brasil.

Inovação – não só em produtos e serviços, mas também em modelos de negócios, processos e práticas de gestão, marketing – é claramente uma das chaves para o desafio, mas não a única. Além de criar e implementar propostas inovadoras, os negócios que se destacarão no século XXI serão aqueles capazes de ganhar escala rapidamente e, ao fazer isso, manter e ampliar sua sinergia com a sustentabilidade. Na nova economia, perdem espaço empresas que, ao crescer, aumentam problemas como escassez de recursos, superlotação das cidades, riscos à saúde, saturação da atmosfera e geração de resíduos. Vencerá quem for capaz de garantir retorno financeiro, ao mesmo tempo em que gera bem-estar e ajuda a diminuir a pressão sobre o planeta.

As grandes corporações da atualidade, lastreadas em sua capacidade de investimento e nos capitais acumulados, têm um importante papel nesse cenário. Não há dúvidas de que delas virão muitas inovações, cruciais para a nova economia. Entretanto, muitas dessas empresas buscam “administrar a inovação”, dado o seu porte e o fato de já terem alcançado o sucesso e se estabelecido no mercado. Preocupadas em maximizar o retorno ou a segurança dos seus ativos atuais, algumas grandes empresas tentam dosar a criação e a implementação de novas soluções, centrando nas chamadas inovações incrementais, o que pode acabar por retardar seu próprio processo de renovação e o avanço da nova economia.

Em meio a essa situação, uma miopia comum é a aposta de grandes empresas em melhorias que, mesmo importantes e necessárias, revelam-se pouco transformadoras, e mesmo superficiais ou paliativas. Não há nada errado em tornar menos poluente um produto de sucesso, ou mais produtivas as operações de um negócio tradicional, é claro. Mas não é isso que definirá as gigantes do futuro próximo.

É nas pequenas empresas que surgirão muitas das chamadas inovações disruptivas, atraindo o interesse de investidores, apoiadores e empreendedores. O que ainda tem sido subestimado, porém, é o papel crucial do fator que destacamos no início deste artigo: a sinergia com a sustentabilidade.

Para aliar-se à força transformadora da nova economia e se tornar realmente um sucesso, não basta um negócio ser inovador, ter potencial de escalabilidade e excelentes práticas de gestão (econômica, ambiental, social e de governança). É preciso, também, criar e cultivar uma relação de benefício recíproco com o elemento central da nova economia: atender às demandas das pessoas e, ao mesmo tempo, produzir contribuições relevantes para aliviar a pressão sobre os sistemas sociais e naturais. Isto sim é ter sustentabilidade no DNA!

Ao lançar o Guia de Inovação para Sustentabilidade em Micros e Pequenas Empresas, do FGVces/Página22, acreditamos contribuir para a aceleração da nova economia, compartilhando valiosas experiências e oferecendo aos empreendedores selecionados um atalho para o sucesso, em benefício de todos.

* Vice-coordenador do FGVces

** Coordenador do Programa Desempenho e Transparência do FGVces

fonte: http://www.pagina22.com.br/2015/11/09/nova-economia-quem-vai-prosperar/ em 24 nov 2015 ãs 10h 46 min a.m. Bom Fim Porto Alegre – Brasil, esperando Mabel. Marcha pelo Clima.

Chinelos velhos viram brinquedos na África e já tiraram mais de 400 toneladas de lixo do Oceano

Passeando pelas praias da costa leste da África, você pode se deparar com esculturas coloridas de elefantes, javalis, rinocerontes, leões e girafas, algumas em tamanho real, feitas com chinelos de borracha velhos encontrados no mar.

A transformação desses materiais em peças de arte e moda é ideia da empresa Ocean Sole. Com sede em Nairóbi, capital do Quênia, o negócio reaproveita sandálias velhas e outras peças de borracha encontradas nas praias do país. O resultado do trabalho são criações lúdicas que chegam a ser vendidas para jardins zoológicos, aquários e lojas de nicho de 20 países.

“A poluição em todos os nossos cursos de água é um grande problema”, diz Church, nascida e criada no Quênia. “Os rios estão entupidos com plástico e borracha”, ela acrescenta.“Quando as pessoas dizem que o oceano é uma sopa de plástico, é porque o plástico não vai embora – ele só se decompõe em partes menores”.

Segundo os cientistas, o tempo de decomposição desses resíduos varia de 100 a 600 anos. Em grandes quantidades no fundo dos oceanos, são alguns dos principais vilões da vida marinha, responsáveis pela morte de peixes, crustáceos e outras espécies.

Como tudo começou

Em 1997, Church trabalhava num projeto de preservação de tartarugas marinhas na ilha de Kiwayu, na fronteira do Quênia com a Somália.

Na época, Church ficou chocada com uma cena desoladora: praias inundadas por objetos de plástico que obstruiam a chegada das tartarugas aos seus locais de desova.

Mas foi lá também que ela viu crianças da região fazendo brinquedos com o lixo retirado do mar. Nesse dia, ela decidiu fundar uma empresa focada na solução de um problema ambiental grave.

Church pensou que poderia ajudar a limpar as praias e, ao mesmo tempo, impulsionar o desenvolvimento econômico e social daquela comunidade, incentivando moradores locais a recolher, lavar e processar materiais recicláveis para terem uma renda.

Confira as fotos:

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Fotos: Reprodução/Ocean Sole
fonte: https://razoesparaacreditar.com/negocios/chinelos-velhos-viram-brinquedos-na-africa-e-ja-tiraram-mais-de-400-toneladas-de-lixo-do-oceano/?utm_source=soclminer em Porto Alegre – Paralelo Vivo 14h 27 min em 17 nov 2015.

Artista cria animais em crochê para acabar com vivissecção nas escolas

Para a vegana Emily Stoneking, a morte de milhares de animais para estudo nas aulas de biologia estado-unidenses não poderia ser mais inconveniente, antiético e desrespeitoso à vida, além de passar uma ideia errada sobre direitos dos animais às crianças, que iriam dissecar animais em sala de aula.

Foi pensando em alternativas que Emily resolveu usar sua habilidade em crochê para criar modelos de tamanho real, com órgãos completos, de animais comumente estudados nas aulas de biologia das escolas estado-unidenses, evitando a morte e tortura destes animais, sem impedir que as crianças aprendessem sobre anatomia.

Na coleção de Emily é possível ver um rato, um sapo, um pombo e um coelho, além de outros bichos. A idéia é despertar as escolas e sociedade para a reflexão sobre o direito à vida destes animais, que são criados para a morte. Além disso, Emily deixa clara a presença de alternativas, que só não são usadas por pura falta de vontade política.

O trabalho de Emily foi confeccionado em material sintético. Não houve uso de lã.

Veja o trabalho abaixo

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Mais Sobre A Artista
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onte: http://www.culturaveg.com.br/artista-cria-animais-em-croche-para-acabar-com-vivisseccao-nas-escolas/ em 21 set 2015- Paralelo Verde – Porto Alegre 19h 53min.

Chocolate produzido com 100% de cacau orgânico – origem sul da Bahia

CHOCOLATE ARTESANAL TERRA VISTA

Este chocolate é produzido com 100% de cacau orgânico – origem sul da Bahia.

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O Assentamento Terra Vista foi fundado em 11 de agosto de 1994 no município de Arataca, fruto da luta do MST, tendo como principio desenvolver as forças produtivas pela humanização do Ser Humano respeitando meio ambiente, relacionadas com a promoção e a realização da Reforma Agraria, integrando as famílias no campo, com educação e dignidade. Seus produtos são derivados do cultivo orgânico, com produção certificada pelo IBD Certificações, buscando a mais alta qualidade dos frutos desde o plantio, o cultivo e o manuseio, para originar o melhor sabor e aroma de cacau cultivado no sul da Bahia.

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COOPRASUL – Cooperativa de Produção Agropecuária Construindo o Sul Ltda.

Representante de vendas

Alejandro Mariani

71 99694528
alejandromariani2008@hotmail.com
alejandromariani15@yahoo.com.br

fonte: https://www.facebook.com/alejandro.mariani.12/posts/4588565608811 emj 26 ago 2014 às 00:04 a.m – Bom Fim – Porto Alegre

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Construção que não usa tijolo surpreende pela inovação

 

publicado originalmente 25 dez 2012 e novamente dia 08 dez 2013 às 8 a.m. – Bom Fim Footprint

Poluição por amianto

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Abundante na natureza, Amianto é encontrado sob diversas formas
Foto: Jordi Masagué

O amianto, também conhecido como asbesto, é uma fibra mineral encontrada abundantemente na natureza. A fibra é largamente utilizada em escala industrial devido ao baixo custo e as propriedades naturais do mineral, tais quais a alta resistência, boa qualidade isolante, flexibilidade, durabilidade e incombustibilidade.

O amianto está presente em cerca de três mil produtos, desde telhas e caixas-d’água “de eternit” até em pastilhas de freio, tecidos, pisos e tintas.

Basicamente, é encontrada na natureza sob duas formas: amianto branco (serpentinas), correspondente a 95% das manifestações existentes do mineral, e os amiantos marrom, azul e outros (anfibólios). No Brasil, o amianto está presente em cerca de três mil produtos, sendo mais difundido em telhas e caixas-d’água (da empresa brasileira Eternit), mas é largamente encontrado em pastilhas de freios, tecidos, pisos e tintas.

O amianto é utilizado desde os primórdios da civilização, já considerado até como a seda natural ou o mineral mágico, principalmente para reforçar utensílios cerâmicos. No entanto, foi somente após a Revolução Industrial no século 19 que o material começou a ser utilizado em larga escala.

A fibra flexível foi utilizada para isolar termicamente máquinas e equipamentos, atingindo seu apogeu durante as duas guerras mundiais. Logo, apareceram as epidemias de doenças, trazendo à tona o lado negativo do amianto, chamado então de “poeira assassina”.

Contaminação

As fibras de amianto são extremamente finas e longas, separam-se com facilidade e produzem um pó de partículas minúsculas que aderem às roupas e flutuam no ar, sendo facilmente inaladas ou engolidas. Estas características, que potencializaram o uso comercial, evidenciam a periculosidade da substância.

Há diversas doenças comprovadamente associadas ao uso do amianto, sendo as principais a asbestose, doença crônica pulmonar conhecida como “pulmão de pedra”, que afeta principalmente quem trabalha diretamente com o mineral; cânceres de pulmão e do trato gastrointestinal; e o mesotelioma, tumor maligno raro que pode surgir em até 30 anos após a contaminação.

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As chamadas “telhas de eternit” ainda são muito comuns no Brasil
Foto: fazen

A contaminação se dá geralmente devido ao contato direto com a substância, atingindo diretamente os trabalhadores que lidam com o mineral. Contudo, já há registrados casos de contaminação ambiental até no Brasil, desde de mulheres que lavavam as roupas dos maridos trabalhadores até pessoas que moravam próximas às fábricas.

125 milhões de trabalhadores em todo o mundo estão expostos aos efeitos do amianto. Doenças causadas pelo mineral resultam em 107 mil mortes por ano.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera o amianto cancerígeno desde 1977. Segundo estimativas da organização, 125 milhões de trabalhadores em todo o mundo estão expostos aos efeitos do amianto, sendo que doenças causadas pela substância resultam na morte de 107 mil trabalhadores anualmente.

A OMS indica ainda que um em cada três casos de câncer trabalhista é causado pela inalação das fibras de amianto. Em toda a Europa ocidental, estima-se que o câncer causado por amianto matará 250 mil pessoas entre 1995 e 2029. No Brasil, embora seja acusado de subnotificação, o Sistema Único de Saúde (SUS) registrou 25.093 casos de câncer provocados pelo amianto entre 2008 e 2011, e 2,4 mil mortes entre 2000 e 2011.

amianto2.jpgMinaçu (GO) possui a maior mina de amianto crisotila do Brasil
Foto: Fe Coelho

Controle

O amianto começou a ser proibido há quase três décadas, tendo sido vetado pela Noruega em 1984. Banido em toda a União Europeia desde 2005, estuda-se agora a descontaminação ambiental das cidades nas quais havia minas e fábricas de amianto para evitar o aumento do número de mortes de cidadãos. Atualmente, o mineral está proibido em 66 países. No Brasil, o uso controlado é autorizado, exceto em São Paulo, que possui uma lei estadual banindo a substância.

80% do amianto produzido no Brasil, de 75 a 2009, permanece no país sob a forma de produtos e resíduos.

Documentos demonstram que a indústria já conhecia a relação entre o amianto e as doenças letais desde os anos 30. Apesar de todas as evidências contrárias, os grandes produtores mundiais insistem que um dos tipos do mineral (justamente o mais abundante, o amianto branco ou crisotila) tem uso seguro. O setor que gera 170 mil empregos diretos e movimenta US$ 1,5 bilhão por ano.

O Brasil, cuja maior mina se situa em Minaçu (GO), é o terceiro produtor mundial, depois da Rússia e China, o segundo exportador e o quarto usuário de amianto. Entre 1975 e 2009, foram produzidas no país mais de seis milhões de toneladas de amianto, sendo que 80% ainda permanecem no território nacional sob a forma de produtos e resíduos, segundo a secretaria de geologia do governo.

O Canadá, quinto maior produtor e quarto exportador mundial do mineral, consome muito pouco da substância em seu território (menos de 3%), onde o uso é limitado. Para se ter ideia, um cidadão americano se expõe em média a 100g/ano, um canadense a 500 g/ano e um brasileiro, mais ou menos, a 1.200g/ano.

fonte: site EcoD em 05 setembro 2012

http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2012/setembro/ecod-basico-poluicao-por-amianto?utm_source=twitterfeed&utm_medium=facebook#ixzz25cVpAGdg

publicado em 27 nov 2012 às 08:00 e dia 03 nov 2013 às 08:00

Paragominas: cidade da região Amazônica.

O município paraense é exemplo de uma bemsucedida estratégia local replicável à região amazônica

paragominasUm município com 97 mil habitantes, do tamanho de Sergipe, que já teve quase metade do seu território desmatado ao longo de décadas de exploração predatória, mostra que é possível combater o fogo e a motosserra com integração social, educação e vontade política.  Os ganhos não foram somente ambientais.  O pacote de sustentabilidade adotado pelo município trouxe impactos sociais, culturais e econômicos positivos.

Paragominas, no Pará, colocou em prática uma série de políticas que lhe renderam, recentemente, o Prêmio Chico Mendes 2010 e a exclusão do nome da cidade da Lista do Desmatamento [1] – foi o primeiro município incluído na relação do Ministério do Meio Ambiente a conseguir esse feito.  A queda no desmatamento não foi o único critério de avaliação da performance do município, mas também a participação popular, a efetividade das ações, o impacto social (na educação, por exemplo) e os potenciais de inovação e difusão.

[1] O ranking, criado em 2007 pelo MMA, contempla hoje 43 municípios, responsáveis por 55% do desmatamento da Amazônia Legal em 2008. Os critérios para inclusão na lista são área total desmatada, aumento da taxa de desmatamento nos últimos cinco anos e derrubada de área igual ou maior que 200 quilômetros quadrados de floresta em 2008.

Apesar de essas mudanças terem surgido somente a partir da última década e se intensificado nos últimos dois anos, devido a pressões externas – seja do mercado internacional, seja do governo federal –, o município soube ir além do cumprimento legal e envolver diretamente a sociedade na busca por soluções efetivas e duradouras.

Com apenas dois anos do Projeto Município Verde – uma criação coletiva da prefeitura e de membros de toda a sociedade local –, Paragominas tornou-se o município que menos desmata na Amazônia, com uma redução, nesse período, de mais de 90%, equivalente a 38 quilômetros quadrados de desmate.  E, para compensar o prejuízo do passado, o município já plantou mais de 50 milhões de árvores em áreas de reflorestamento, o que contribuiu para gerar a maior área de floresta certificada com Selo Verde da Amazônia, no Pará.  O pioneirismo com o Cadastro Ambiental Rural (CAR), por sua vez, já atingiu 92% das propriedades rurais da região, trazendo para a luz da legalidade milhares de produtores e facilitando o processo de regularização fundiária, ainda pendente em toda a Amazônia.

A economia de Paragominas não mais se baseia apenas na exploração madeireira, mas em um conjunto de atividades que incluem, por ordem de importância no PIB, a mineração (projeto de beneficiamento de bauxita da Vale do Rio Doce), a agricultura (soja, milho e arroz), as indústrias madeireira e de reflorestamento (produção de MDF [2]), a pecuária e serviços.  Em algumas dessas atividades, pode-se já notar o alinhamento do desenvolvimento econômico à proteção ambiental, sinalizando a busca pela sustentabilidade na prática.

[2] Sigla em inglês para designar placa de fibra de madeira de média densidade.

Para entender como essa revolução aconteceu em Paragominas, é preciso voltar um pouco no tempo e conhecer melhor sua história.  O ciclo do desmatamento na região em que o município se encontra, nordeste do estado paraense, iniciou-se com a construção da Rodovia BR-010, a Belém- Brasília, na década de 50.  Primeiramente, o foco estava na intensa exploração da madeira, com mais de 300 madeireiras em ação.  Aos poucos, essa atividade econômica foi sendo substituída e, atualmente, existem apenas 15 madeireiras na região.

Segundo estudos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em 1995 – o pior ano da história ambiental de Paragominas – foram derrubados 29 mil quilômetros quadrados de floresta, o equivalente ao território da Bélgica.  Nessa época, a extração era feita por meio do correntão [3] e da garimpagem florestal [4], técnicas altamente predatórias.  A fama de Paragominas, já nessa época, não era das melhores.  A cidade era conhecida como “Paragobalas”, pois os jagunços protegiam os grileiros e as desavenças eram resolvidas na base do tiro.  A conta sobrou para o meio ambiente, que viu aproximadamente 45% da sua cobertura vegetal ser devastada.

[3] Técnica que funciona com dois tratores lado a lado, a 50 metros de distância, unidos por uma corrente esticada.  À medida que os tratores avançam, a corrente derruba tudo que encontra pelo caminho, com alto impacto ambiental e baixíssimo aproveitamento da madeira para fins comerciais.

Até os planos de manejo não operavam de forma regular.  Um relatório de 1996 da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) de Belém, em colaboração com o Ibama, revelou que 93% dos planos empregados no município não consideravam as trilhas de arraste das toras, necessárias para minimizar o impacto causado pela extração da madeira na floresta.  Além disso, conclui-se que as madeireiras usavam os planos de manejo florestal para “legalizar” a exploração ilegal.

[4] Técnica pela qual os exploradores entram na floresta com um trator de esteira que derruba o que for necessário para encontrar madeira de valor.

Anos depois, em abril de 2008, dois meses após Paragominas ter sido incluída na lista dos municípios que mais desmataram a Amazônia, a região foi alvo da Operação Arco de Fogo, da Polícia Federal, que visava combater a extração e a venda clandestina de madeira.  A operação causou um grande impacto no município, elevando ainda mais o desemprego, com o fechamento de inúmeras madeireiras, e deixando a população indignada por ter de arcar com a irresponsabilidade dos que operavam na ilegalidade.

A resposta veio no mesmo mês, quando o prefeito Adnan Demachki assinou o Pacto pela Valorização da Floresta e pela Eliminação dos Desmatamentos na Amazônia, conhecido como Pacto pelo Desmatamento Zero, lançado por organizações ambientalistas com o objetivo de eliminar o desmatamento amazônico até 2015.

Mas isso não era o bastante, era preciso garantir o envolvimento e o comprometimento da população para vencer, definitivamente, o problema do desmatamento.  Ciente disso, o prefeito convocou membros de toda a sociedade paragominense para discutir uma solução que fosse compartilhada e apoiada por todos.  Foi então que nasceu o Projeto Município Verde, por meio de uma cooperação entre a Prefeitura Municipal e o Sindicato dos Produtores Rurais, com o apoio de entidades municipais, estaduais e não governamentais (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia – Imazon e The Nature Conservancy – TNC).

Para avaliar o alcance das metas estipuladas no projeto – entre as quais se destacam o microzoneamento econômicoecológico; a capacitação de agentes ambientais; a inclusão da educação ambiental no currículo escolar; e a ampliação e o incentivo a áreas de reflorestamento e de manejo florestal –, foi elaborado um diagnóstico socioeconômico e florestal do município, bem como um monitoramento mensal do desmatamento detectado pelo Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), em parceria com o Imazon.  A frequência mensal do monitoramento para uma cidade era algo inédito até então, e foi fundamental para identificar com mais rapidez e exatidão os madeireiros criminosos.

Mesmo com a aprovação do projeto pela população, Paragominas sofreu, pouco tempo depois, com o vandalismo de exploradores ilegais de áreas indígenas que atacaram a base do Ibama no município.  Esse episódio levou o então ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, a visitar a região e fechar mais duas madeireiras.  Após a visita, em outubro de 2008, o prefeito fez uma audiência pública e, junto com a TNC e o Imazon, lançou o Cadastro Ambiental Rural (CAR), ferramenta de identificação de imóveis rurais emitida pela Secretaria de Meio Ambiente do Estado do Pará, que é o passo inicial para o licenciamento ambiental das propriedades.  A expectativa era que Paragominas fosse o primeiro município do bioma amazônico a atingir 100% de suas propriedades rurais cadastradas, o que, para um município com 88% do seu território na zona rural, é de grande relevância.

Recentemente, em março deste ano, a prefeitura reafirmou o Pacto pelo Desmatamento Zero e assinou um novo pacto, buscando ir além da legalidade.  Trata-se do Pacto pelo Produto Legal e Sustentável, que passa a exigir da produção agropecuária da região a observância do tripé da sustentabilidade e vem estudando a criação de um selo de origem para certificar os produtos locais.  O pacto inaugurou uma nova fase do Projeto Município Verde, ao incluir a busca pela sustentabilidade na produção e criar condições para que o município pudesse se tornar modelo de desenvolvimento sustentável.

Todos esses avanços fizeram o município literalmente renascer das cinzas, mas ainda há grandes desafios pela frente.  O impasse da regularização fundiária, segundo o prefeito Demachki, é o maior desafio para a região.  Ele acredita que, para acelerar o processo burocrático, o governo federal deveria doar suas glebas para os estados, de forma que o município pudesse se articular diretamente com uma instância somente.  “A regularização fundiária é necessária para viabilizar o manejo florestal sustentável na região e gerar renda no campo – além de ser uma poderosa arma para combater o desmatamento, uma vez que identifica o proprietário da terra que deve ser responsabilizado”, avalia.

A experiência de Paragominas nos mostra que cumprir com as obrigações é apenas o primeiro passo.  Lançar desafios, questionar modelos e promover diálogos inclusivos é um corajoso caminho para que transformações realmente aconteçam.

*Pesquisadora do Gvces no Programa de Consumo Sustentável

fonte: CENTRO DE ESTUDOS EM SUSTENTABILIDADE DA EAESP – 06 DEZ 2010

puvblicado 10 set 2012 7:20 e 06 set 2013 08:00

http://pagina22.com.br/index.php/2010/12/paragominas-sim-ainda-e-possivel/?goback=%2Egmp_3451751%2Egde_3451751_member_154711882

menos manutenção e mais economia

Risco na lâmpada

Uso excessivo e incorreto da iluminação artificial pode favorecer a transmissão de doenças e alterar o ciclo de plantas e insetos

Entre os grandes avanços de uma comunidade, a luz elétrica está na linha de frente. Com o tempo, o modelo de lâmpada incandescente desenvolvido por Thomas Edison se transformou sem perder valores como praticidade e segurança.

Séculos depois, um pesquisador italiano radicado no Brasil decidiu estudar o quanto a iluminação artificial pode alterar um ecossistema e, assim, mudar a vida das pessoas. O trabalho do ecólogo Alessandro Barghini descobriu que o aquecimento provocado por uma lâmpada pode alterar o ciclo das plantas e dos insetos, acostumados à iluminação natural. No extremo dessa mudança, aves migratórias podem perder o rumo.

A questão vai além, atinge a saúde das pessoas. Não pelo senso comum que prega as bênçãos de momentos ao ar livre ou as dádivas da iluminação natural. Insetos que são vetores de parasitas são atraídos por lâmpadas sem proteção ou luminárias sem filtro. Os números de um teste realizado pelo pesquisador indicam que uma lâmpada de vapor de sódio sem filtro ultravioleta teria atraído 43 insetos. Com filtro, o número de insetos cai para 16. Entre as doenças com possibilidade de maior contágio estão malária, leishmaniose e doença de Chagas.

– O nosso desejo é informar a população e pensar em alternativas para a iluminação – garante.

O estudo do pesquisador da USP começou no início da década. Sua tese de doutorado deu origem ao livro Antes que os vaga-lumes desapareçam, lançado este ano. Agora, um novo artigo do ecólogo está na edição de outubro da revista Environmental Health Perspective, do Instituto Nacional de Estudos de Saúde Ambiental (NIEHS), dos Estados Unidos. Ele reforça a ligação dos vetores com o uso inadequado e excessivo das lâmpadas.

Biólogo e pesquisador do Departamento de Epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública da USP, Paulo Roberto Urbinatti, acredita na importância de verificar o nível de influência da iluminação no contágio de doenças importantes. Ao mesmo tempo, reforça que isso ocorre apenas com vetores que costumam picar no entardecer. Assim, Barghini sugere formas de se proteger:

– É fundamental que as lâmpadas estejam protegidas com filtro ultravioleta. Já as luminárias colocadas da parte externa, devem ficar o mais longe possível das residências

(Fonte: Jornal Zero Hora de 04 de outubro de 2010)

Uma das alternativas para iluminação são telhas de captação de luz solar com um sistema prismático que replica a luminosidade para o interior do local, um sistema de luz natural prismático. Interessados podem entrar em contato com a escritora deste blog: Fabíola Pecce através do e-mail: fabiola@oficinapasargada.com.br
publicado 04 set 2012 – 7:20 e 03 set 2013 – 08:00 a.m.