Pasárgada – oficina de sustentabilidade

Hoje é lançado o primeiro advertising da Pasárgada que é uma organização que opera como uma oficina de sustentabilidade ajudando a sociedade de recriar de forma cíclica através da promoção da economia circular, da logística ambiental e da educação e orientação de designers.

Praticar sustentabilidade é algo simples e sensível ao senso de oportunidade que as situações apresentam.

Pare. olhe. perceba.

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Para saber mais sobre a Pasárgada e suas atividades, acompanhe as atividades no Facebook: https://www.facebook.com/oficinapasargada/

#oficinapasargada #lixozero #economiacircular

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Por que é tão difícil despoluir a Lagoa Rodrigo de Freitas no RJ?

“Daqui a seis meses eu e você estaremos nadando na Lagoa” – a promessa é do bilionário Eike Batista, que está em 2013 estava gastando uma boa grana pra tentar despoluir a Lagoa. De 2008 até esta matéria, já foram investidos 15 milhões de reais no programa de despoluição. Essa quantia foi destinada para acabar com as ligações clandestinas de esgoto que caem das galerias pluviais.

Mas apesar de tanto esforço para tentar recuperar um dos pontos turísticos mais famosos da cidade, os desafios são grandes. E a razão é simples. As características geográficas do local tornam a lagoa um depósito de matéria orgânica e sedimentos trazidos pelos rios ou por ação da chuva nos morros. Sem contar os anos que não houveram nenhuma fiscalização do despejo de esgotos na Lagoa.

Para entender melhor sobre esses desafios, veja o infográfico abaixo:

 

publicado em 28 out 2012 às 08:00 e 31 out 2013 Às 08:00
Reposted 25/04/2016 – 15:05 – Bom Fim.

Velejadoras convidam políticos para “ver lixo” na Guanabara

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Ganhadoras do Prêmio Brasil olímpico entre as mulheres, as velejadoras Martine Grael e Kahena Kunze aproveitaram o momento para tocar em um assunto que vem gerando reivindicação entre os atletas da água: a despoluição da Baía de Guanabara. E as iatistas foram além das reclamações. Elas aproveitaram para fazer um desafio às autoridades que administram o estado do Rio de Janeiro.

Martine Grael foi premiada como atleta do ano em premiação olímpica

Foto: Daniel Ramalho / Terra

“Eles estão convidados para irem lá um dia navegar com a gente e ver a situação em que se encontra água. Tem muito lixo, peixe morto. É só eles aceitarem, quando quiserem”, afirmou Martine Grael, filha do multimedalhista olímpico Torben Grael.

Na última terça-feira, cientistas do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) encontraram bactérias resistentes a antibióticos, conhecidas como superbactérias, nas águas do Rio Carioca, que atravessa diversos bairros do Rio de Janeiro. Um dos locais onde foram encontradas essas superbactérias foi a Praia do Flamengo, próximo ao local das competições de vela nas Olimpíadas de 2016. O fato gerou bastante repercussão na imprensa internacional, preocupados com os Jogos Olímpicos de 2016 na cidade.

Resíduos capazes de flutuar são potenciais viajantes.

A VIAGEM DO LIXO

Resíduos capazes de flutuar são potenciais viajantes. Ao serem levados pelas águas, desaparecem de vista, mas permanecem no ambiente por um longo tempo, contaminando a fauna e flora. ora veja no infográfico.

Fonte: Planeta Sustentável

plastico no mar

plastico e tartarugas

fonte da foto da tartaruga pequena: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=550968598258936&set=a.480103312012132.106348.218580984831034&type=1&theater

FONTE DA FOTO DA TARTARUGA grande: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=477186835684097&set=a.248046831931433.57963.126470790755705&type=1&relevant_count=1

post originalmente publicado em 19 fevereiro 2013
republicad com alterações em 18 de abril de 2013 às 13:14 p.m. e 31 ago 2014 às 8h a.m. PORTO ALEGRE – RS – BRASIL

Recifes de coral poderão desaparecer do planeta até 2050

De acordo com estudo, mais de 60% dos corais já estão ameaçados por causa do aquecimento global e por pressões locais

Foto: Getty Images

Impacto da mudança climática agrava as pressões locais aos corais

Os recifes de coral poderão desaparecer de todo o planeta até 2050, se não forem tomadas medidas urgentes para proteger essas “florestas marítimas” de todos os fatores que a ameaçam, da pesca excessiva ao aquecimento global. A advertência foi feita nesta quarta-feira (23) no informe “Reefs at Risk Revisited”, realizado por pesquisadores e grupos de conservação ambiental dirigidos pelo comitê de especialistas o World Resources Institute (Instituto de Recursos Mundiais).

O aquecimento dos mares, causado pela mudança climática; a acidificação dos oceanos, obra da contaminação por dióxido de carbono; o transporte marítimo, o desenvolvimento costeiro e os resíduos agrícolas são as principais ameaças aos recifes de coral, que permitem milhões de pessoas ganharem a vida.

“Se isto não for controlado, mais de 90% dos corais estarão ameaçados até 2030 e quase todos os corais estarão em perigo até 2050”, assinala o informe.

“As pressões locais sobre os recifes, como a pesca excessiva, o desenvolvimento costeiro e a poluição, representam a ameaça mais direta e imediata para os recifes de coral de todo o mundo e colocam em perigo mais de 60% das coloridas “florestas marítimas” em curto prazo, adverte o estudo.

O impacto da mudança climática agrava as pressões locais. “O aquecimento dos mares já causou grandes danos aos recifes, devido ao fato de que as altas temperaturas geram uma resposta chamada branqueamento: os corais pedem suas coloridas algas simbióticas”, afirmou o relatório.

“Além disso, o aumento das emissões de dióxido de carbono (CO2) está fazendo que os oceanos fiquem mais ácidos. A acidificação dos oceanos reduz a taxa e o crescimento dos corais e pode reduzir sua habilidade de manter sua estrutura física”.

A perda dos recifes de coral privaria milhões de habitantes costeiros de uma importante fontes de alimentos e rendas e, além disso, ficariam sem sua barreira natural de proteção das tempestades.

O desaparecimento dos corais também acarretaria a existência menos criadouros para a pesca comercial e menos areia nas praias turísticas.

“Precisamos melhorar, rápida e completamente, os atuais esforços para proteger os recifes”, afirma o informe, que pretende incentivar o mundo a agir para salvar esses ecossistemas fundamentais.

fonte: 23/02/2011 – http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/meioambiente/recifes+de+coral+poderao+desaparecer+do+planeta+ate+2050/n1238104645957.html em 27 set 2014 às 20:24 e novamente em 27/03/2014 às 08:00 a.m.

Arquitetos projetam estrutura flutuante que despolui o ar e filtra água do mar


Cápsula parcialmente submersa nos oceanos também prevê ocorrência de tsunamis e outras catástrofes.Cápsula parcialmente submersa nos oceanos também prevê ocorrência de tsunamis e outras catástrofes.

Os arquitetos do escritório francês Sitbon Architectes projetaram uma cápsula flutuante e parcialmente submersa que possui uma estufa orgânica de despoluição do ar, um sistema de conversão da água do mar em água potável e uma central de alertas meteorológicos, capaz de avisar a ocorrência ou aproximação de maremotos, tsunamis e outras catástrofes ambientais.

A mitigação dos efeitos do aquecimento global e dos impactos no meio ambiente é o principal motivo para a construção da estrutura. É por isso que a cápsula parcialmente submersa, batizada de Bloom, vai abrigar aquários gigantes repletos de fitoplânctons, seres microscópicos que habitam o oceano e retiram o dióxido de carbono da atmosfera.

Funcionando como estufas orgânicas no interior da Bloom, os aquários de desenvolvimento destas espécies serão supervisionados por uma equipe de cientistas, que poderão utilizar os pequenos seres para regular a concentração de oxigênio nas regiões oceânicas mais impactadas pelo aquecimento global, segundo informou o site InHabitat.

Além do método orgânico de filtragem do oxigênio, a estrutura também vai contar com um sistema capaz de transformar a água do mar em líquido potável, eliminando os sais, as propriedades peculiares e todos os resíduos encontrados no oceano, tornando a água própria para consumo, não apenas dentro da cápsula, mas também em terra firme.

Em linhas gerais, a Bloom pode ser classificada como uma estação ambiental futurística e de estudos de meteorologia, cujos responsáveis pelo projeto conseguiram as melhores classificações em um dos principais prêmios de arquitetura da Europa. O projeto é muito bem sucedido, entretanto, a cápsula flutuante ainda não tem data para ser construída.

Por Gabriel Felix – Redação CicloVivo em 26 nov 2013

fonte: http://ciclovivo.com.br/noticia/arquitetos-projetam-estrutura-flutuante-que-despolui-o-ar-e-filtra-agua-do-mar em 01 dez 2013 às 21:40 p.m. – Bom Fim – FOOTRPRINT age.

Feito ’sob medida’, barco tira lixo do fundo da Represa de Guarapiranga/SP

Todos os dias, pelo menos um caminhão de lixo é retirado da represa Guarapiranga, na Zona Sul de São Paulo. De sofá a garrafas pet, o entulho polui e emperra na barragem, onde a água é captada e enviada para a estação de tratamento do Alto da Boa Vista, antes de ser distribuída para 3,8 milhões de moradores da capital. Parte desse lixo não pode ser retirado manualmente – como é feita a limpeza diária desde o ano passado. Ele desce ao fundo da represa e fica lá por meses, anos, décadas.

Para fazer essa limpeza, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) precisava de um equipamento específico, com um guindaste e um braço longo. Há seis meses, encomendaram a pesquisadores da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp) um barco exatamente assim, e, há duas semanas, a embarcação começou o trabalho pesado: limpar as profundezas da represa.

O barco alcança até cinco metros de profundidade e trabalha das 7h às 17h nos dias úteis. Junto com ele, outro semelhante foi desenvolvido para retirar plantas que ficam na superfície da represa, as macrófitas.

“O maior problema é o lixo que chega pelos córregos. Para isso temos 11 ecobarreiras [estruturas com boias e telas metálicas submersas] na foz dos córregos que retém o lixo jogado na rua ou nos cursos-d’água. Esse barco vai retirar um material mais antigo, plástico, sofás, microondas, coisas que estão a três, quatro metros de profundidade”, explicou o assessor da diretoria metropolitana da Sabesp, Hélio Figueiredo.

“Vejo muita sujeira”, conta o marinheiro e motorista do novo barco Dorival Machado. “Uma das primeiras vezes que viemos, pegamos uma mina antiga, um míssil. Já saiu móvel, carcaça de moto, um monte de coisas”, conta ele.

A represa teve as margens reflorestadas e é muito usada por velejadores e canoístas. A retirada das macrófitas costumava ser feita muitas vezes em parceria com os clubes esportivos nas margens. Segundo Hélio, os itens mais coletados são as garrafas pet.

O Programa Nossa Guarapiranga, iniciativa lançada pelo governo do Estado e pela Sabesp, investiu ao todo R$ 12,2 milhões. Segundo o diretor da Companhia de Saneamento, o resultado é visível. “As pessoas usam mais a represa e, no último ano, houve uma diminuição do nível de produto para tratamento da água.”

Museu de lixo – Há 12 anos, uma sala do Parque Guarapiranga, nas margens da represa, reúne objetos que um dia poluíram a represa. São 321 “obras” dos mais diversos tipos: móveis, garrafas, brinquedos e até a carcaça de um carro.

Marco Lucena, gestor do Parque, explica que a maioria dos objetos foi coletada numa campanha de limpeza que ocorreu entre 1999 e 2001, mas há coisas de 2007. Cada parte da sala representa o lixo de uma região da represa. Os arredores da Avenida Atlântica, por exemplo, são representados pelas garrafas de vidro – objeto mais presente nessa parte. Ao todo, 800 mil pessoas vivem no entorno da Guarapiranga.

“O objetivo é a conscientizar as crianças e sensibilizar os adultos de que, se continuar a jogar o lixo comprometerá a quantidade e a qualidade da água”, diz Lucena.
(Fonte: Giovana Sanchez/ G1)
http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2012/09/24/87583-feito-sob-medida-barco-tira-lixo-do-fundo-da-represa-de-guarapirangasp.html em 29 set 2013 às 20:24 p.m. e novamente em 16 nov 2013 às 08:00 a.m.

Extração de areia no Guaíba é um dos focos de apuração da Polícia Federal

Empresas de mineração contrataram consultorias sob suspeita para garantir licenças

Extração de areia no Guaíba é um dos focos de apuração da Polícia Federal Lauro Alves/Agencia RBS

Regiões reservadas para pesquisa – primeira etapa para transformar uma área em um garimpo de areia – ficam próximas ao Parque de Itapuã
Foto: Lauro Alves / Agencia RBS

As dragas que sugam areia e veem o Guaíba como tesouro a ser explorado estão na mira da Polícia Federal. Durante a Operação Concutare, a PF descobriu que empresas mineradoras reservaram 219 áreas do estuário para pesquisa. É uma ação fundamental para transformar a região num garimpo de areia para abastecer a construção civil.

A extração de areia no Guaíba foi interditada em 2003, por meio de uma ação popular, pelos riscos trazidos ao equilíbrio ambiental. Foram cassadas as 21 licenças de exploração existentes. O argumento usado na ação judicial é de que a extração da areia no Guaíba vai revolver o lodo onde estão depositados metais pesados e outros produtos que há anos vêm sendo jogados no local, o que provocaria poluição.

Mas, apesar da proibição, os areeiros nunca desistiram de explorar o estuário. E, agora, conseguiram dar um passo decisivo para transformar o local numa mina a céu aberto.

Nas investigações, os policiais apontam que, graças ao uso de consultorias ambientais, uma das grandes empresas mineradoras do Estado conseguiu dobrar resistências em dois órgãos fiscalizadores: o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). Isso aconteceu de forma rápida, após anos de espera.

Um servidor do DNPM, o engenheiro de minas Alberto Müller, e seu irmão, o consultor ambiental e geólogo Bruno Müller, são citados na apuração da PF. Ambos foram presos na segunda-feira. No decreto de prisão, a Justiça Federal assinalou, em relação aos dois: “Os investigados se propunham a interferir (…) para a liberação de extração de areia no Lago Guaíba e Lagoa dos Patos, onde a empresa tem cerca de 140 processos registrados no DNPM”.

PF teme desmoronamentos nas barrancas de parque

O DNPM, órgão federal que licencia a exploração do subsolo brasileiro, autorizou 140 processos de pesquisa de mineração por parte de uma empresa mineradora na região entre o Guaíba e a Lagoa dos Patos. Alberto Müller foi preso por, supostamente, receber propina para acelerar licenciamentos naquele órgão. Os policiais dizem que ele teria usado “laranjas para protocolar licenças de exploração de lavra no DNPM”. Depois, ele teria revendido “essas licenças por valores milionários à empresas do ramo da mineração”.

Uma outra empresa também requisitou 79 lotes, na confluência do Guaíba com a Lagoa dos Patos, para pesquisa. Bruno Müller atua como consultor em nome da mineradora junto ao DNPM. A polícia acredita que Alberto teria autorizado, entre outros, requerimentos encaminhados pela consultoria de seu irmão, Bruno.

O superintendente substituto do DNPM no Estado, Roberto Ferrari Borba, não nega que Alberto possa ter atuado em processos de requisição feitos pelo parente:

— Qualquer técnico do DNPM pode se ocupar de qualquer tarefa. Ele pode, ou não, ter tido participação nesses processos, o que não quer dizer que exista algum problema.

Chama a atenção que muitas áreas de pesquisa ficam em frente ao Parque de Itapuã, um santuário ecológico, área intocável e protegida por lei. A preocupação dos policiais é saber se a concessão de áreas próximas ao Itapuã pode provocar desmoronamentos nas barrancas do parque — como ocorreu com as margens do Rio Jacuí. Borba afirma que o DNPM está atento:

— Temos todas as áreas de preservação em nosso controle. Esses processos deverão passar pelo setor e, se estiverem em área proibitiva, por ser de preservação ambiental, será indeferido o requerimento.

*Colaboraram Carlos Wagner e Eduardo Nunes

CONTRAPONTO

O que diz o advogado José Abel Luiz, que defende os irmãos Alberto e Bruno Müller:

“O que a PF afirma sobre os irmãos é um absurdo. Primeiro, porque Alberto jamais usou a sua função no DNPM para beneficiar Bruno, que é um profissional reconhecido no mercado. Bruno tem como sócio na empresa o filho de Alberto, que também é profissional de nome. A afirmação de que este filho receberia dinheiro e repassaria para o seu pai é um absurdo.”

reportagem: Humberto Trezzi* humberto.trezzi@zerohora.com.br

Leia Mais:
Extração irregular de areia no Rio Jacuí é responsável pelo sumiço de mais de 100 praias nas últimas décadas

fonte: http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/politica/noticia/2013/05/extracao-de-areia-no-guaiba-e-um-dos-focos-de-apuracao-da-policia-federal-4127267.html DE 04 DE MAIO DE 2013 E POST DE 06 maio 2013 às 09:02 a.m. BOMFIM – PORTO ALEGRE – RS – BRASIL

Por que o Rio decidiu multar quem joga lixo no chão?

rio lixo

A partir do próximo mês de julho, aproximadamente 500 agentes públicos participarão de uma operação permanente – e inédita – nas ruas do Rio de Janeiro. Eles vão multar quem for flagrado jogando lixo no chão. E não importa o tamanho do resíduo.

Para volumes pequenos, que tenham tamanho igual ou menor ao de uma lata de cerveja, a multa é de R$ 157. Para resíduos maiores que uma lata de cerveja e menores que um metro cúbico, o valor sobe para R$ 392. O que for descartado de forma inadequada com tamanho acima de um metro cúbico custará ao infrator R$ 980. Em caso de entulho, o valor sobre para R$ 3 mil.

Depois de quase dois meses de consultas ao Departamento Jurídico da Comlurb (Companhia Municipal de Limpeza Urbana) e à Procuradoria do Município, a Prefeitura chegou à conclusão de que a melhor maneira dessa nova regra “pegar”, ou seja, de a multa surtir o efeito desejado e constranger o cidadão a não jogar lixo no chão, era garantir que o valor estabelecido será pago e que o eventual não pagamento significará uma enorme dor de cabeça para o infrator.

Vai funcionar assim: cada equipe de fiscais será composta por um guarda municipal, um policial militar e um agente de limpeza da Comlurb. Caberá ao guarda municipal levar consigo um computador de mão com acesso à internet, acoplado a uma impressora. Ao flagrar o lançamento irregular de lixo no chão, a equipe fará imediatamente a abordagem para obter o CPF do infrator. Basta o número do CPF para que a multa seja impressa na hora no local do flagrante. Se o cidadão se recusar a dar o CPF, será levado pelo policial militar até a delegacia mais próxima como já acontece com quem é flagrado fazendo xixi na rua.

Quem for multado tem o direito de recorrer. Se ainda assim for considerado culpado e decidir não pagar a multa, terá o título protestado pela Prefeitura. Ou seja, ficará com o nome “sujo” na praça e poderá ter dificuldades para pedir empréstimos ou fazer compras a prazo.

É possível que alguém considere exageradas estas medidas. Mas exagerado é o volume de lixo abandonado no lugar errado no Rio. Apenas no ano passado, foram recolhidas das ruas, praias, encostas e outros lugares onde não deveria haver lixo nenhum mais de 1,2 milhão de toneladas de resíduos. O equivalente a três Maracanãs repletos de lixo.

A eventual falta de lixeiras por perto não deveria servir de desculpa, pois que em várias cidades do mundo elas também não são fáceis de encontrar (no Japão há cidades em que elas são raríssimas) e nem por isso há sujeira nas ruas. Nessas cidades, o cidadão reconhece a parte que lhe cabe em relação ao lixo que gera, e não se importa de transportar consigo o resíduo até que seja possível descartá-lo de forma segura.

Apenas para dar um exemplo da situação limite a que o Rio chegou: na Avenida Rio Branco, uma das mais movimentadas da cidade, existem 100 cestas coletoras de cor abóbora, daquelas que chamam a atenção de longe. Ainda assim, são abandonados no chão 580 quilos de lixo por dia. Uma equipe de 16 garis é obrigada a varrer as calçadas da Rio Branco quatro vezes por dia.

O mesmo acontece em outras importantes vias públicas da cidade como a Avenida Nossa Senhora de Copacabana (4 toneladas/dia), Rua Coronel Agostinho, em Campo Grande (1,5 tonelada /dia), Avenida Presidente Vargas (780 kg/dia) e Estrada do Portela (435 kg/dia).

O que passa despercebido pela maioria das pessoas que jogam sem cerimônia seus resíduos no chão é que esse simples gesto tem um impacto importante sobre o orçamento do município. Apenas no ano passado, foram gastos R$ 600 milhões com toda a logística que envolve a limpeza das calçadas e a retirada de lixo das praias. Se fosse possível reduzir em apenas 15% o volume de lixo despejado no lugar errado, o dinheiro economizado seria suficiente para construir , segundo cálculos da própria Comlurb, 1.184 casas populares, 30 Clínicas da Família ou 22 creches modernas como são os espaços de desenvolvimento infantil (EDIS).

Sem a colaboração cidadã de parte expressiva dos moradores da cidade, a Comlurb vem demandando cada vez mais recursos públicos. O orçamento de R$ 1,2 bilhão já é o quinto maior do município. Um absurdo, considerando que o crescimento dos gastos ocorre em grande parte por displicência de quem suja a cidade.

E vem sujando cada vez mais.

O ano de 2013 já começou com um novo recorde em sujeira nas praias. 768 toneladas de lixo foram recolhidas das areias, um aumento de 19% em relação ao ano passado. Depois veio o carnaval, e no embalo dos blocos, mais um recorde de sujeira. 1120 toneladas de lixo, um crescimento de 12% em relação ao ano anterior. Para completar a situação, o Rio de Janeiro foi escolhido em fevereiro a nona cidade mais suja do mundo, numa lista de 40 dos mais importantes destinos turísticos do planeta. Vexame internacional.

A aplicação de multas não resolve o problema, mas pode inibir bastante a recorrência deste lançamento indiscriminado de resíduos no lugar errado. Tal como aconteceu quando se decidiu aplicar multas mais salgadas nos motoristas que fossem flagrados sem o cinto de segurança, ou mais recentemente nos condutores embriagados, há um efeito didático poderoso quando o que está em jogo é o risco de prejuízo financeiro.

Se o bolso continua sendo a parte mais sensível do ser humano, é por aí que se deve buscar a “consciência” do cidadão em favor de uma sociedade melhor e mais justa.

André Trigueiro é jornalista com pós-graduação em Gestão Ambiental pela Coppe-UFRJ onde hoje leciona a disciplina geopolítica ambiental, professor e criador do curso de Jornalismo Ambiental da PUC-RJ, autor do livro Mundo Sustentável – Abrindo Espaço na Mídia para um Planeta em Transformação, coordenador editorial e um dos autores dos livros Meio Ambiente no Século XXI, e Espiritismo e Ecologia, lançado na Bienal Internacional do Livro, no Rio de Janeiro, pela Editora FEB, em 2009. É apresentador do Jornal das Dez e editor chefe do programa Cidades e Soluções, da Globo News. É também comentarista da Rádio CBN e colaborador voluntário da Rádio Rio de Janeiro.

** Publicado originalmente no site Mundo Sustentável.

fonte: http://envolverde.com.br/sociedade/por-que-o-rio-decidiu-multar-quem-joga-lixo-no-chao/

por André Trigueiro* em 10/04/2013 – 11:44 a.m.
André Trigueiro é jornalista com pós-graduação em Gestão Ambiental pela Coppe-UFRJ onde hoje leciona a disciplina geopolítica ambiental, professor e criador do curso de Jornalismo Ambiental da PUC-RJ, autor do livro Mundo Sustentável – Abrindo Espaço na Mídia para um Planeta em Transformação, coordenador editorial e um dos autores dos livros Meio Ambiente no Século XXI, e Espiritismo e Ecologia, lançado na Bienal Internacional do Livro, no Rio de Janeiro, pela Editora FEB, em 2009. É apresentador do Jornal das Dez e editor chefe do programa Cidades e Soluções, da Globo News. É também comentarista da Rádio CBN e colaborador voluntário da Rádio Rio de Janeiro.

CETESB multa Petrobras em R$ 10 milhões por causa do vazamento de óleo no Litoral Norte de São Paulo

Vazamento ocorreu na última sexta-feira no terminal marítimo no canal de São Sebastião, durante abastecimento de navio

vazamento de óleo no Litoral Norte de São Paulo

A CETESB – Companhia Ambiental do Estado de São Paulo multou ontem (08/04) a Petrobras S.A. em R$ 10 milhões, em consequência do vazamento de óleo no terminal marítimo da empresa em São Sebastião, ocorrido na última sexta-feira (05/04) e que atingiu 11 praias, dos municípios de São Sebastião e Caraguatatuba. A multa se baseia no Decreto 6.514/08, que regulamentou a Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98).
O motivo da autuação foi o vazamento de óleo denso do tipo MF 380 (Marine Fuel 380), utilizado como combustível em navios. O acidente aconteceu por volta das 17h30 da sexta-feira, por falha operacional, durante o abastecimento de um navio no píer, junto ao terminal da Transpetro, subsidiária da Petrobras.
O óleo vazado no mar foi na direção norte do litoral paulista e atingiu as praias de Pontal da Cruz, Deserta, Cigarras, Arrastão, Ponta do Arpoador, Porto Grande e Prainha, no município de São Sebastião. Também chegou até as praias de Massaguaçu, Cocanha, Capricórnio e Mococa, no município de Caraguatatuba.
A CETESB, através de suas equipes da Agência Ambiental de São Sebastião e do setor especializado de Atendimento a Emergências, acompanha e orienta as ações emergenciais em torno do acidente desde a sexta-feira, incluindo monitoramento aéreo, terrestre e marítimo. Os técnicos da CETESB orientaram também os trabalhos de contenção e recuperação do óleo vazado, assim como vêm acompanhando as operações de limpeza das praias atingidas.
No total, cerca de 230 pessoas em terra e 70 no mar foram mobilizadas, além de 27 embarcações, utilizadas na instalação de barreiras absorventes e duas embarcações Egmopol para recuperação do óleo. Um helicóptero está sendo utilizado para sobrevoos de monitoramento.
Alteração da balneabilidade das praias
Em decorrência do vazamento, ainda durante o fim de semana e hoje pela manhã, a CETESB alterou a classificação de balneabilidade das praias atingidas, registrando-as como Impróprias para o banho de mar, como pode ser verificado no Boletim de Balneabilidade disponibilizado no site da CETESB (http://www.cetesb.sp.gov.br/Qualidade-da-Praia ehttp://www.cetesb.sp.gov.br/Qualidade-da-Praia/mapa).
São as seguintes as praias monitoradas pela CETESB e que devem ser evitadas pelos banhistas: em São Sebastião – Cigarras, Arrastão, Pontal da Cruz e Deserta; e em Caraguatatuba – Mococa, Cocanha, Massaguaçu e Capricórnio. A CETESB está ainda oficializando a denúncia do crime ambiental ao Ministério Público Estadual, para subsidiar eventuais ações de competência daquela instituição.

Informe da CETESB – Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, publicado pelo EcoDebate, 09/04/2013


 [ O conteúdo do EcoDebate pode ser copiado, reproduzido e/ou distribuído, desde que seja dado crédito ao autor, ao EcoDebate e, se for o caso, à fonte primária da informação ]

fonte: http://www.ecodebate.com.br/2013/04/09/cetesb-multa-petrobras-em-r-10-milhoes-por-causa-do-vazamento-de-oleo-no-litoral-norte-de-sao-paulo/

Publicado em abril 9, 2013 por