Por que é tão difícil despoluir a Lagoa Rodrigo de Freitas no RJ?

“Daqui a seis meses eu e você estaremos nadando na Lagoa” – a promessa é do bilionário Eike Batista, que está em 2013 estava gastando uma boa grana pra tentar despoluir a Lagoa. De 2008 até esta matéria, já foram investidos 15 milhões de reais no programa de despoluição. Essa quantia foi destinada para acabar com as ligações clandestinas de esgoto que caem das galerias pluviais.

Mas apesar de tanto esforço para tentar recuperar um dos pontos turísticos mais famosos da cidade, os desafios são grandes. E a razão é simples. As características geográficas do local tornam a lagoa um depósito de matéria orgânica e sedimentos trazidos pelos rios ou por ação da chuva nos morros. Sem contar os anos que não houveram nenhuma fiscalização do despejo de esgotos na Lagoa.

Para entender melhor sobre esses desafios, veja o infográfico abaixo:

 

publicado em 28 out 2012 às 08:00 e 31 out 2013 Às 08:00
Reposted 25/04/2016 – 15:05 – Bom Fim.

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‘Colecionador’ de frutas raras cultiva 1,3 mil espécies em sítio de SP

O paulista Helton Josué Teodoro Muniz é colecionador de frutas raras e exóticas.

Ele já plantou e cultivou mais de 1,3 mil espécies em sua fazenda de seis hectares, em Campina do Monte Alegre, a oeste da capital paulista.

Muniz nasceu com uma disfunção neuromotora e aprendeu a caminhar somente quando era adolescente. Atualmente, contudo, ele diz ser difícil conseguir segurar uma semente.

Também conta que a paixão pelas frutas exóticas começou quando ainda era criança. Helton descobriu uma fruta que não conhecia e isso o levou a uma investigação que culminou com o Sítio de Frutas Raras.

Ao longo dos anos, ele se tornou um respeitado autor e “frutólogo”.

fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/04/150408_fazenda_fruta_rara_exotica_lgb?ocid=socialflow_facebook em 13 de abril 2015 às 04:10 a.m. Bom fim pós casamento Botangela.

Como criar abelhas em casa

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Em homenagem ao hobby eleito para o ano de 2013, aqui vai o primeiro post sobre APICULTURA. 

Mantenedoras da biodiversidade, supridoras do néctar dos deuses e com uma organização disciplinar tão complexa que são continuamente estudadas, as abelhas estão começando me exercer especial fascínio.
Por isso, retomando antiga prática de meu avô e ainda dominada pela minha mãe, aprenderei a cultivar abelhas e produzir mel a partir do ano de 2013.
Teremos novos capítulos deste tema, cujo post 001 é o que vos fala e ensina nada menos que criar abelhas em casa.

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Super Interessante…Materia sobre abelhas nativas sem ferrão criadas nas cidades…fonte da pesquisa Marcos Ninguém.

Super Interessante de Dezembro de 2012

Publicado originalmente em 18 jan 2013 e novamente em 11?10?2013 às 8:00 a.m e novamente em 15 out 2013.

Metas para cidades mais sustentáveis

Publicação com indicadores da qualidade do desenvolvimento servirá como guia de gestão para os candidatos das próximas eleições

Foto de Waldson Dias via Flickr

A ideia da iniciativa, liderada pela Rede Nossa São PauloRede Social Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis e pelo Instituto Ethos, é apresentar aos candidatos indicadores para o diagnóstico de sustentabilidade local e uma série de sugestões baseadas em experiências bem sucedidas em outras cidades e países.

Os candidatos interessados poderão firmar seu engajamento público com novos padrões de crescimento, assinando a carta compromissoem apoio ao Programa Cidades Sustentáveis.

Os signatários eleitos passam a prestar contas das ações por meio de relatórios, revelando a evolução ou não dos indicadores. Até o momento, 550 candidatos a prefeitos e vereadores de 330 municípios já se comprometeram com a iniciativa.  Os indicadores sugeridos abrangem as áreas econômica, social, ambiental, cultural e de governança.

Maurício Broinizi, da Rede Nossa São Paulo, defende que entre as propostas estejam mais facilidade ao acesso de dados públicos e o incentivo a processos participativos, como os Conselhos Municipais. “O ideal é que cada secretaria municipal tenha um grupo para dar representatividade à sociedade civil”, afirmou durante o lançamento da publicação. Ele contou que em São Carlos, no interior paulista, por exemplo, há 17 secretarias e 37 conselhos, fortalecendo a governança local.

Emídio de Souza, prefeito de Osasco e representante da Frente Nacional de Prefeitos, lembrou a importância em dar legitimidade a esses conselhos. “Existem alguns em que os membros são indicados da própria prefeitura. Isso tira a força da atuação da sociedade civil nesses órgãos”, diz.

Sobre qualidade ambiental, propõe-se aumentar a oferta de áreas verdes, principalmente nos centros urbanos. O objetivo é chegar ao número recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) de 12 metros quadrados verde por habitante. Outra meta é de ter 100% dos córregos e rios classificados – segundo padrões da Agência Nacional das Águas (ANA) – ao menos, como “bons”.

Broinizi destacou, contudo, a importância de ações além das métricas ambientais. “Queremos a sustentabilidade política, econômica cultural e educacional”. Por isso, entre as metas voltadas à promoção de cultura está a de ter uma relação de 2 livros por habitante. Os exemplares estarão distribuídos em bibliotecas públicas acessíveis da cidade.

Foto de Waldson Dias via Flickr

Fonte: Centro de Estudos em Sustentabilidade da ESAESP – por: Thaís Herrero 24/08/2012
Publicado 11 set 2012 às 7:20 e 08 set 2013 08:00

GUIA PARA CELEBRAR O DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE

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Pnuma decide como tema o desperdício de alimentos em toda a cadeia como o principal tema ambiental a ser tRABALHADO EM 2013!

Bem vindo!

Bem-vindo ao seu breve guia às celebrações do Dia Mundial do Meio Ambiente, que acontece sempre no dia 5 de junho.

Este ano, o tema para o Dia Mundial do Meio Ambiente é Pensar.Comer.Conservar. O tema convida a todos a reduzir a pegada alimentar se tornando mais consciente do impacto ambiental do desperdício e da perda de comida por todo o ciclo de abastecimento.

O tema te convida para tomar uma atitude na sua casa e depois testemunhar o poder de decisões individuais e coletivas que você e outras pessoas podem tomar para reduzir o desperdício de alimentos, economizar dinheiro e minimizar impactos ambientais.

Esse guia foi elaborado para inspirar novas ideias, bem como oferecer sugestões práticas para a organização do seu evento. Divulgue seus esforços ambientais em celebração do WED (sigla em inglês para o Dia Mundial do Meio Ambiente) e registre sua atividade!

Contexto

O Dia Mundial do Meio Ambiente foi estabelecido pela Assembleia Geral das Nações Unidas para marcar a abertura da Conferência de Estocolmo de 1972.

A celebração do Dia Mundial do Meio Ambiente diz respeito ao poder de inspiração das ações individuais. Juntas, essas podem tornar-se uma força exponencial rumo a uma mudança positiva.

As celebrações temáticas do Dia Mundial do Meio Ambiente no passado discutiram a importância de cuidar da terra e da água, da camada de ozônio, mitigar a mudança do clima, diminuir a desertificação e investir no desenvolvimento sustentável.

O Dia Mundial do Meio Ambiente é celebrado em todo o mundo de diversas formas, inclusive passeatas, passeios de bicicleta, shows verdes, concursos de cartazes nas escolas, plantio de árvores, esforços de reciclagem, campanhas de limpeza e muito mais.

Por que celebrar o Dia Mundial do Meio Ambiente?

Quando vemos ou experimentamos os efeitos negativos da mudança do clima e da degradação ambiental, é fácil culpar os outros — os governos, por não priorizar as políticas ambientais; as empresas corporativas, por aumentar as emissões de gases de efeito estufa; as ONGs, por não exercer suficiente pressão em prol do meio ambiente; e indivíduos, por não tomarem atitudes ambientalmente saudável. O Dia Mundial do Meio Ambiente é, contudo, um dia em que deixamos de lado nossas diferenças e, em vez disso, celebramos tudo aquilo que já conquistamos na proteção do meio ambiente.

Ao celebrar o Dia Mundial do Meio Ambiente, recordamos e divulgamos a importância de zelar pelo nosso meio ambiente. Lembre-se de que cada ação conta, portanto junte-se a nós, todos os anos, em todos os lugares, pelo mundo todo!

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ÁRABE

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chinês

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ESPANHOL

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fonte: http://www.unep.org/portuguese/wed/WEDPack/

Para economizar, historiador mora dentro de van em universidade dos EUA

  • por Richard Welch/ The New York Times

    Sem dinheiro para pagar aluguel, estudante da Universidade de Duke vive dentro de carro

Sem dinheiro para pagar aluguel, estudante da Universidade de Duke vive dentro de carro

Quando foi aceito na pós graduação da Duke University, o norte-americano Ken Ilgunas não tinha dinheiro suficiente para bancar seu curso e o custo de vida. Ainda com uma dívida de US$ 32 mil pelo financiamento da graduação, Ken decidiu que reduziria seus gastos para não ter que fazer outro empréstimo.

A decisão tomada foi comprar uma van e morar em um estacionamento do campus. Para o acesso a internet e eletricidade, usou a biblioteca. Para o banho, usava uma academia de ginástica barata. Para alimentação, cozinhava suas refeições.

A história é contada no livro “Walden on Wheels: On the Open Road From Debt to Freedom”, que será lançado em maio pela editora New Harvest.

Confira o relato de Ken Ilgunas:

Será que eu conseguiria morar em uma van? Estudei os anúncios do Craiglist, peguei um ônibus para a revendedora de carros usados do John em Raleigh, Carolina do Norte, e caminhei por fileiras de sedãs, caminhonetes e SUVs em busca da minha nova casa.

E lá estava ela. Uma van Ford Econoline gigantesca, de 1994, coberta com uma camada de tinta cor de vinho, as janelas refletindo o sol até cegar. Parecia fora de lugar entre as SUVs brilhantes, sem nenhuma mancha, cujos para-choques olhavam para fora orgulhosamente, como se exibissem um desdém juvenil por seu ancião pesado. Sua barriga distendida parecia vulneravelmente baixa –a ponto de me perguntar se não ia se arrastar quando passasse por algum quebra-molas.

Era grande, linda e, melhor de tudo, custava só US$ 1.500 (cerca de R$ 3.000).

Apesar de o anúncio prometer que a van era “ótima de dirigir”, tinha suficientes problemas para justificar o preço. Uma das duas portas laterais não abria, tinha grandes manchas nas janelas onde o filme do vidro havia descascado, e os pneus estavam carecas –tão carecas que, mais tarde, quando fui comprar uma peça na Sears, os dois mecânicos se dobraram de tanto rir quando perguntei a eles se achavam que os pneus seriam aprovados na vistoria.

“Vou levá-la”, disse ao John de qualquer forma, incapaz de conter meu sorriso. Apesar de todas as deformidades, foi amor à primeira vista.

Preço da educação

Eu tinha ingressado na pós-graduação de estudos liberais da Universidade de Duke, mas não tinha como pagar o curso. Eu tinha acabado de pagar minha dívida de graduação de US$ 32.000, estava praticamente quebrado e a perspectiva de voltar a pegar um empréstimo era impensável. Voltar a me endividar fazia tanto sentido para mim quando sair de um prédio pegando fogo para entrar em outro.

Hoje, o custo da educação superior é ridículo. O custo médio de uma universidade pública é de US$ 8.655. Já em uma universidade privada é de US$ 29.056. Meu programa custaria, no total, razoáveis US$ 11.000, com a ajuda de uma bolsa. Mas não é apenas a mensalidade que deixa os alunos endividados; é o alojamento e a alimentação. Na Duke, onde os preços são similares aos das universidades em torno do país, um quarto sem ar condicionado dividido com dois colegas custa US$ 5.464 por ano. O plano de alimentação mais barato para calouros é de assustadores US$ 5.540 por ano, ou US$ 27 por dia.

Quando somei os custos da mensalidade, livros, transporte, alimentação, alojamento, sem mencionar o seguro do carro, telefone e, ouso dizer, alguma saída de lazer, senti-me desesperançado. Eu só tinha US$ 4.000 em meu nome e nenhum bem, além de uma mochila cheia de equipamento de acampamento. Mas apesar de desesperado, estava determinado a voltar a estudar.

O que me levou à seguinte pergunta: será que conseguiria morar em uma van?

Esse estilo de vida, pensei, poderia eliminar muitos custos. Para o acesso à Internet e eletricidade, usaria a biblioteca. Para o banho, usaria uma academia de ginástica barata. Para alimentação, cozinharia minhas próprias refeições. Como aluguel, não teria nenhum. Para encontros a dois, bem, provavelmente não teria pretendentes.

Dívida de US$ 32 mil

Sete anos e meio antes, quando havia me inscrito na graduação da inscrevi da Universidade de Buffalo, eu não era do tipo de pessoa que teria feito algo tão audacioso e estranho e possivelmente ilegal, como morar secretamente em uma van decadente em um campus universitário. Mas algo mudou na minha jornada para saldar a dívida.

Além de uma dívida de US$ 32.000, minha graduação deu-me um diploma pouco rentável de história e inglês. Naturalmente, tive dificuldades em encontrar trabalho e acabei aceitando um emprego de US$ 9 por hora como guia turístico e cozinheiro em uma parada de caminhões remota chamada Coldfoot, no Alasca.

Mas apesar de ter aceitado o emprego por desespero, acidentalmente coloquei-me em uma situação praticamente ideal para pagar minha dívida. Em Coldfoot, a loja mais próxima ficava a 400 km de distância (o que eliminou todas as tentações de comprar coisas), não havia sinal de celular (tornando desnecessária a contratação de um plano) e os funcionários recebiam alojamento e alimentação gratuitas (ou seja, nenhum aluguel ou contas de luz e supermercado). Depois de um ano, eu tinha pago US$ 18.000. Um ano depois, consegui um emprego melhor no Departamento de Parques. Depois de dois anos e meio de trabalho, eu estava livre de dívidas.

Contudo, minha viagem não foi apenas um despertar financeiro. Eu aprendi sobre subsistência morando nas aldeias árticas e trabalhei com um senhor de 74 anos que vivia em seu Chevette Suburban de 1980 o ano todo. Comecei a questionar o que era “normal” nos Estados continentais, especialmente quando tantas vezes levava a uma vida de trabalho, contas e compras no Bed Bath & Beyond. Livre de dívidas, sentia que pela primeira vez minha vida era minha e que eu poderia fazer o que quisesse.

Mais do que tudo, eu queria usar essa liberdade para continuar a estudar as artes liberais que tinham me deixado com tantas dívidas. Apesar do custo da minha educação ter acorrentado meus tornozelos às bolas de ferro do endividamento, as artes liberais tinham libertado outra parte de mim. Entre o experimento Thoreauviano de morar em uma van e estudar os grandes pensadores, pensei que Duke iria me ajudar a me tornar uma pessoa melhor. Viver em uma van não seria apenas uma forma de pagar o curso. Seria uma aventura. Seria meu “Walden on Wheels”.

“Dá para viver em uma van?”, perguntei-me uma última vez. Por que não?

Primeiros dias na van

O semestre da primavera ia começar em dois dias, então passei um dia tornando a van mais confortável. Removi os dois bancos do meio para criar um espaço de habitação, trouxe um caixote de plástico para guardar meus bens, dobrei todas minhas roupas arrumadas na mala e comprei uma lona preta grande para pendurar atrás dos assentos do motorista e do passageiro, para que ninguém pudesse me ver lá dentro.

Eu sabia que tinha o tipo certo de personalidade para morar em uma van. Eu tinha desenvolvido uma sensação de conforto em acomodações apertadas, um sexto sentido para coisas baratas e uma tolerância para esqualidez inigualáveis (detesto me gabar). Eu também tinha a constituição física para tanto: fui abençoado com uma alta tolerância ao frio, praticamente nenhum olfato e uma bexiga do tamanho de uma bola de futebol (detesto me gabar).

Mas as primeiras semanas não se compararam à minha visão romântica de uma vida Waldenesca de textos antigos e solidão silenciosa. Eu tive que usar o estacionamento Mill Lot, que fica no meio de um distrito de compras movimentado, a 1,5 km do campus, no coração de Durham. Estacionei entre um bar de estudantes e um prédio de apartamentos, de onde se viam escritórios com homens e mulheres com roupas de trabalho que poderiam me descobrir, para minha preocupação.

Apesar do estacionamento raramente ser visitado, eu ficava constantemente paranoico em ser descoberto. Como eu não sabia o que a universidade diria se descobrisse o meu experimento, estava determinado em mantê-lo em segredo. Não contava para ninguém. E para garantir minha invisibilidade, como dizem os moradores de vans (visite o grupo do Yahoo “VanDwellers”), toda manhã eu levantava as cortinas e olhava para fora da janela para ter certeza que ninguém me visse sair da van, e não entrava de novo a não ser tarde da noite. Toda vez que o assunto de onde eu morava aparecia em conversas com meus colegas, eu mentia à vontade.

Meu segredo estava tornando impossível fazer amizades, eu estava dormindo em temperaturas de até 10 graus e, homem solteiro morando apertado, estava constantemente exposto a estranhos odores. Pior de tudo, sentia uma solidão terrível se estabelecendo fundo em mim. Para compensar, comecei a cantar e a falar sozinho com frequência sem precedentes.

Minha principal preocupação, porém, era que meu dinheiro estava sumindo. Depois da minha primeira semana de compras –a van, os livros, as taxas escolares, o seguro do carro, comida e um plano de celular- eu tinha menos de US$ 1.000 em minha poupança e US$ 2.000 a pagar dos cursos. Eu não tinha mais nada para cortar, então tentei comer o mínimo possível. Um dia, caminhando de volta da biblioteca, vi fatias de pizza jogadas em uma caixa em um gramado. Uma fome selvagem rugiu em minha barriga. Já tinha chegado a esse ponto?

Virei cobaia de pesquisas

Minhas preocupações foram temporariamente aliviadas quando eu me tornei um “participante de pesquisa”, ou seja, uma cobaia paga pelo departamento de neurociências da Duke. Várias vezes por semana, por US$ 10 a hora, eu era estimulado por eletrodos, espetado por agulhas e entorpecido por medicamentos. Sem a menor vergonha, doei três de meus fluidos corporais básicos. Mais tarde, descobri pesquisas que pagavam US$ 20 por hora para fazer testes cognitivos dentro de uma máquina de ressonância magnética.

Apesar do estilo de vida de morador de van ter sua parcela de sofrimento, adaptei-me. Em meu fogão de acampamento de isobutano, fazia refeições generosas toda noite, em geral uma combinação de legumes, macarrão e manteiga de amendoim. Eu só tinha uma panela, então todas as minhas refeições eram ensopados: ensopado de macarrão, ensopado de arroz, ensopado de feijão, ensopado de legumes, com colheradas ricas em calorias de manteiga de amendoim. Para o café da manhã, comia cereais com leite em pó e, para o almoço, fazia sanduíches que levava para o campus. Na academia, eu tomava banho, fazia a barba, escovava os dentes e enchia grandes garrafas de água para cozinhar.

De vez em quando, lavava minhas roupas em uma lavanderia perto do meu local de estacionamento e fazia todos os meus estudos na biblioteca da universidade, onde eu usava o Wi-Fi gratuito e carregava meus aparelhos eletrônicos. A van não oferecia proteção ao frio, mas depois que eu me tremia todo para entrar em minhas ceroulas térmicas e entrar em meu saco de dormir, embrulhado em meu próprio calor corporal, caía em um torpor profundo e pacífico.

O estilo de vida de morador de van provou-se tão barato quanto eu suspeitava. Eu conseguia comer por US$ 4,34 por dia e vivia com US$ 103 por semana. Minhas finanças se tornaram ainda mais administráveis quando consegui um emprego de meio período ensinando em uma escola de ensino fundamental.

Eu só fui comer em um restaurante na metade do semestre, em uma viagem de uma semana a uma estação de campo para minha aula de “Biodiversidade na Carolina do Norte”. Um dia antes da viagem, minha mãe me enviou um email me lembrando do imposto de renda. Eu ia receber uma restituição! Era um bilhete de ouro de US$ 1.600 que o Tio Sam ia botar na minha conta. Eu estava rico. Entendi que era um ponto de virada. Pela primeira vez em meses, tinha segurança financeira. Não sou mais pobre, pensei nostalgicamente.

Sabendo que minha restituição ia chegar, relaxei em meus padrões espartanos: comprei uma caixa de cerveja, jantei em um restaurante duas vezes e, na estação de campo, dormi em um quarto aquecido em uma cama confortável. Mas esse tratamento me fez sentir uma culpa estranha, como se eu tivesse quebrado uma promessa comigo mesmo. Em minha terceira noite na estação, aflito, levei meu saco de dormir para fora e dormi no chão sob as estrelas.

Eu não precisava dessas coisas. Da cerveja, da comida ou mesmo da cama. Eu nem queria realmente nada disso. Eu estava comprando as coisas simplesmente porque podia. Se você coloca um homem em um clube de campo, ele vai sentir a necessidade de ter um iate. Mas se você o coloca na floresta, seus desejos serão somente os essenciais a sua sobrevivência. Eu tinha decidido não pegar empréstimos para minha pós-graduação em parte porque eu sabia que, se eu me permitisse acesso a dinheiro fácil, novamente seria vítima da armadilha do consumismo. Eu seria imprudente com meu dinheiro. Começaria gastar e a contar com coisas que achava que precisava, mas que não precisava. Eu perderia a perspectiva. Eu não queria novamente ser engolido pela cultura dominante, aceitando como meus suas normas e valores e desejos.

Faltava gente

Eu sabia o que estava faltando em minha vida. Não eram coisas. Não era aquecimento, encanamento, um iPhone ou uma televisão de plasma. Era gente. Era comunidade. Era ter um papel significativo na sociedade. E –por mais que eu quisesse essas coisas- eu sabia que poderia ficar temporariamente sem.

Quando não estava trabalhando ou em sala de aula, eu deitava na cama por horas, lendo, pensando, fazendo nada, apreciando a solidão, olhando para o teto, à toa, sem me preocupar em ser produtivo e útil. Pensava em tudo, desde a Via Láctea até os pedaços de pão no chão.

Ah, e as artes liberais. Estudar artes liberais, depois de anos trabalhando em campos distantes que não tinham nem uma pilha de livros usados, parecia um alimento vital para uma alma esfomeada. Eu li Rousseau e Diógenes e Thoreau, e minha formação em artes liberais, assim como minha formação de morar na van, vieram juntas como dois rios se juntando em uma confluência e virando um só.

No final do semestre, voltei para o Alasca para o verão, onde trabalhei e recuperei minha conta de banco. Com a aproximação do outono, estudei os preços de apartamentos perto de Duke. Comecei a pensar como minha van tinha se tornado menos como um experimento e mais como uma casa de verdade. Lembrei-me das árvores que sombreavam minha vaga e tinham galhos pesados com flores brancas, grossas e lustrosas, e como elas zoavam com um milhão de abelhas e cheiravam como o cabelo de uma mulher. Eu me lembrei de como, pela manhã, eu acordava com uma orquestra de pássaros tão alta e alegre que parecia que minha caverna estava enfiada em uma mata em Walden Pond.

Para mim, a cabana de Thoreau não foi só uma casa; era uma forma de imaginar a vida; era a convicção de que podemos tornar as viagens mais selvagens de nossa imaginação em algo real. E eu sabia que, se eu vivesse sobre rodas ou preso ao chão, eu seria, de certa forma, um morador de van para a vida toda.

Naquele semestre de outono, perguntei-me: “Será que eu poderia morar em uma van?”

E como não?

Ken Ilgunas

Especial para o New York Times

17/04/201312h12 > Atualizada 17/04/201317h57

Traduzido por Deborah Weinberg

fonte: http://educacao.uol.com.br/noticias/2013/04/17/para-economizar-estudante-mora-dentro-de-van-em-universidade-dos-eua.htm em porto Alegre – rs – brasil dia 17/04/2013 às 21:24 h p.m. bomfim

*nota do blog portoalegrelixozero.wordpress.com:
uma pessoa como estas me impressiona muito mais que o faria um grande magnata. importante é que individualmente saibamos o que nos impressona. ali estão as coisas que realmente damos valor. Se respeite, assuma suas escolhas! Viva integralmente! É nesta soma que vamos descobrir uma nova sociedade!
(ou não)

Indústria colaborativa

Grupo usa o conceito do software livre para incentivar a fabricação de produtos que não agridem o meio ambiente

SÃO PAULO – Coco e polvilho formam uma combinação poderosa. Não para a cozinha, mas na indústria – o material que resulta da fibra de coco junto do polvilho (o culinário mesmo) é resistente, versátil e sustentável. Com a mistura, é possível criar objetos – como um capacete de bicicleta ou um coletor biodegradável de fezes de animais, por exemplo. Essas são algumas das ideias que começam a ser tiradas do papel no Mineo, um projeto online para combinar a mentalidade do software livre (feito colaborativamente e sem copyright) à produção industrial – da concepção do produto à sua venda.

O Mineo viabiliza a produção de objetos que solucionem problemas reais e cria uma cadeia de produção mais aberta e sustentável. Para isso, o projeto junta duas pontas: aqueles que têm as ideias e as pessoas que têm as condições para tirá-las do papel. O coletor e o capacete foram ideias apresentadas por colaboradores que imaginaram novos objetos a partir do material proposto pelos criadores do site.


Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO

A equipe do Mineo, de 12 pessoas, entra em contato com fornecedores de matéria-prima e lança o desafio no site – são as “chamadas criativas”. Para o fornecedor, isso é bom porque desse processo podem sair novos usos para seu material. E, para os criadores, é uma maneira de viabilizar uma ideia. “Tem uma galera que pega empréstimo no banco para produzir um protótipo e há fornecedores que querem investir em desenvolvimento de produto, mas não têm departamento de TI”, diz Bárbara Dick, fundadora do Mineo.

A partir da ideia publicada, o Mineo reúne pessoas para colaborar no desenvolvimento do produto e, então, viabilizar a sua produção e comercialização. “Essa ideia de abrir as coisas, a cultura do processo aberto, nós trazemos do open source de software”, diz Bárbara. “Em cada fase nós tentamos reproduzir o processo criativo offline e colocar isso online para buscar a experiência coletiva e ir tapando esses buracos que existem, por exemplo, na viabilização”, explica a fundadora.

Hoje há 12 ideias em discussão. Além do capacete e do coletor, há uma cesta para bicicleta, uma cadeira de balanço, uma luminária e uma capa dura de livro. O criador publica a ideia – por um custo de R$ 10 – e convoca a comunidade para fazer melhorias. Eles justificam o pagamento: “assim, todos vão compartilhar somente aquelas ideias que acreditam e vão cuidar com carinho delas”, escrevem os fundadores no site.

Há ideias que foram rejeitadas por empresas, trabalhos de faculdade e até um projeto de uma empresa italiana que foi colocado na plataforma como uma maneira de viabilizar a sua entrada no mercado brasileiro.
Produto feito e testado, é hora de vender. Os objetos serão colocados inicialmente no site de financiamento colaborativo Catarse, em uma pré-venda para que possam ser produzidos em maior escala. Mais ou menos como aconteceu com o relógio Pebble, que arrecadou US$ 10 milhões no Kickstarter.

On e off. O Mineo surgiu da aproximação entre uma empresa de software a outra de design de produtos. A conversa foi por meio do Catarse – os envolvidos já se conheciam. Eles começaram a estudar modelos de tech shops, espécie de oficina colaborativa em que as pessoas constroem coisas.

“Queríamos ver como poderíamos criar mais projetos, para que mais pessoas conseguissem tirar as ideias do papel. E até solucionar coisas que a indústria não tem tempo ou dinheiro para olhar”, explica Bárbara. “Começamos a pensar em maneiras para que mais pessoas pudessem produzir seus produtos de forma sustentável. A ideia era que todo mundo ganhasse com isso em cadeia.”

A fabricação dos produtos idealizados no site deve começar no mês de fevereiro, ainda em fase de testes. Se tudo der certo, as vendas começam em abril.

como somos com os nossos

como somos com os nossos

 

fonte:
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=435108569917030&set=a.283061151788440.64881.283052288455993&type=1&theater
porto alegr – rs -brasil ‘As 01:36 a.m.

Mortandade de peixes na Lagoa Rodrigo de Freitas chega a 65 toneladas

Manchete do Instituto EcoFaxina em 15/03/2013 às 00:07 a.m. 

Em três dias, 65 toneladas de peixes mortos foram retirados da lagoa Rodrigo de Freitas, localizada em área nobre da zona sul do Rio de Janeiro. Somente na quarta-feira (13), foram recolhidas 33 toneladas pela Comlurb (Companhia de LimpezaUrbana), que para amenizar o mau cheiro está desodorizando a lagoa. Nos locais de onde os peixes são retirados, a empresa joga desodorante diluído em água de reuso, mesmo procedimento feito na limpeza de ruas após as feiras-livres.

14 de Março de 201310h19 • atualizado às 15h47

A Comlurb, empresa responsável pela limpeza pública do Rio de Janeiro, já retirou 65 toneladas e ainda está trabalhando para tirar os peixes mortos do espelho d’água da Lagoa Rodrigo de Freitas. Os índices de oxigênio na água, que chegaram a 4 ontem, caíram hoje com o tempo chuvoso na cidade e podem ter queda até mais acentuada, já que o sol não deve aparecer.

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O ambientalista Mário Moscatelli cobrou da secretaria municipal de meio ambiente ações preventivas quando os níveis de oxigênio tiverem em queda. “Pode se pensar numa forma de previnir um problema desses. Havia muito peixe vindo à superfície que poderia ser retirado ainda vivo e consumido. Tinha robalo de 4 kg. É uma tristeza muito grande e a secretaria me garantiu que vai haver um estudo sobre os motivos desta mortandade”, afirmou.

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peixesmortosdanielramalho-terra1 rjmortandadepeixesdanielramalho05 riopeixesmortosafp-6 peixes1riolagoapeixesdaniel peixes2riolagoapeixesdanielFoto: AFP

A mortandade de peixes já é a segunda maior da história na lagoa. Em 2009, a prefeitura recolheu mais de 100 toneladas no maior desastre ambiental em um dos cartões postais do Rio de Janeiro.

De acordo com presidente da Comlurb, Carlos Vinicius de Sá Roriz, vai demorar pelo menos mais 24 horas para a empresa de limpeza urbana conseguir retirar todos os peixes mortos da Lagoa. “Tivemos que preparar um reforço da operação. Começamos com 60 pessoas, três barcos, caminhões, mas vimos que não estávamos dando conta. Aumentamos para 160 o número de agentes de limpeza trabalhando aqui. Agora a finalização do trabalho vai depender do fim da mortandade dos peixes, o que acredito que deve acontecer porque choveu pouco, vai haver uma maré alta agora à tarde e os técnicos da prefeitura vão mexer nas comportas do canal do Jardim de Alah para oxigenizar mais a água.”

 matéria por Giuliander Carpes     giuliandercarpes

fonte:http://noticias.terra.com.br/ciencia/sustentabilidade/,0467aa501096d310VgnVCM3000009acceb0aRCRD.html em 14/03/2013 às 22:13 p.m.

Leia também:
Porque é tão difícil despoluir a Lagoa de Freitas?

R7 Notícias atualiza informações sobre a mortandade de peixes na Lagoa Rodrigo de Freitas em 14/03/2013

Obsolescência programada foi a mensagem do dia da mulher.

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comprar, jogar fora, comprar outro da nova versão.

(saiba porque você cai nessa armadilha!)

assista o vídeo:

(mas deita para ASSISTIR, pois o vídeo tem quase uma hora)

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